
Lançado oficialmente na última sexta-feira (21), no Fórum de Taquara, o “Apadrinhamento Afetivo” é um programa voltado para crianças e adolescentes acolhidos em instituições, com remotas chances de retorno à família de origem ou adoção.
Durante a apresentação do projeto, o juiz Rafael Silveira Peixoto, titular da 1ª Vara Criminal de Taquara e do Juizado da Infância e da Juventude, explicou que o programa está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que, apesar de ser um processo totalmente diferente da adoção, também tem regras que devem ser seguidas por quem tem interesse em ser padrinho ou madrinha.
“Uma das principais exigências para os candidatos ao Apadrinhamento Afetivo é que tenham disponibilidade para partilhar tempo e afeto com as crianças e adolescentes acolhidos. Além disso, precisam ter mais de 21 anos de idade (diferença de pelo menos 16 anos para o afilhado), não façam parte do cadastro da adoção, participem dos encontros de sensibilização e formação de padrinhos e madrinhas, participem dos encontros de acompanhamento e, claro, devem ser aprovados em avaliação psicossocial realizada pela equipe técnica do Lar Padilha – ABEFI”, relata Dr. Rafael.
Fernandes Vieira, diretor do Lar Padilha, destaca ainda que os padrinhos e madrinhas precisam ter consciência de que o vínculo com a criança ou adolescente é uma construção, e só ocorrerá se padrinhos e afilhados tiverem o desejo de compartilhar uma história, dispostos à experiência, em um processo de trocas.
“Além de poder passar finais de semana, datas especiais e períodos de férias escolares com os afilhados, em certos momentos também poderá ser permitido aos padrinhos e madrinhas levarem seus afilhados para passear ou comprar algum presente, desde que tudo seja previamente combinado com nossa equipe técnica, que também ficará à disposição caso surja alguma dúvida enquanto estejam com seus afilhados”, reforça o diretor do Lar Padilha.
Interessados em fazer parte do programa de Apadrinhamento Afetivo deverão se inscrever no processo de seleção, pelo e-mail [email protected], participar de uma avaliação com a equipe técnica e então realizar uma capacitação, antes de ingressa no programa, que terá ainda acompanhamento contínuo dos padrinhos, madrinhas e das crianças e adolescentes apadrinhados. Mais informações podem ser solicitadas ao Lar Padilha – ABEFI, pelo telefone (51) 3542-9146.
O ato de lançamento do programa de Apadrinhamento Afetivo, realizado no Salão do Júri do Fórum de Taquara, contou com a presença da prefeita Sirlei Silveira, do Secretário de Desenvolvimento Social, Maurício Souza Rosa, do assessor jurídico do Município, Luciano Campana, além de representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA), do Lar Padilha, do Serviço Família Acolhedora e do Conselho Tutelar de Taquara.


