Projeto Acolhe atende pessoas em situação de rua de Taquara em parceria com a Prefeitura

Ação ocorre aos finais de semana no Centro de Convivência Ricardinho
Publicado em 23/08/2021 09:37 Off
Por Alan Júnior
Foto: Divulgação/Prefeitura de Taquara

Pessoas em situação de rua de Taquara atendidas pelo programa Ninguém na Rua, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH), têm aos finais de semana a oportunidade de receberem assistência com o Projeto Acolhe. A ação ocorre no Centro de Convivência Ricardinho (CCR), no Centro do Município, e é feita pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

O Projeto Acolhe atende aos sábados e domingos as pessoas que durante a semana são acolhidas pelo Ninguém na Rua, e que estão em tratamento contra o álcool e drogas. De segunda à sexta-feira, ao longo do dia, elas fazem seu tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou são encaminhadas para oficinas, e durante a noite dormem no Albergue Municipal. “Nos fins de semana, como não tem os serviços do CAPS, o pessoal da ADRA acolhe as pessoas em situação de rua durante o dia, para que possam participar de outras atividades e oficinas. Isso permite que elas estejam integradas a um serviço todos os dias, e fiquem fora da rua, sem correrem o risco de terem recaídas”, explica o secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Maurício Souza Rosa.

No Centro de Convivência Ricardinho, os participantes são atendidos por voluntários da ADRA, recebem almoço e participam de atividades como jogar futebol ou jogos de mesa, assistem a filmes e palestras, acompanham momentos de reflexão e também participam de momentos de escuta. “Abrimos o espaço em março deste ano, e a ideia do projeto surgiu como uma necessidade de cuidar destas pessoas em situação de rua aos sábados e domingos. E o foco da ADRA está em contribuir para o desenvolvimento dos participantes, para que possam ter uma vida mais cidadã quando encerrarem o seu tratamento”, conta a coordenadora do espaço, Beatriz Quevedos dos Santos, destacando que, no momento, são seis pessoas atendidas pelo projeto.

O secretário Maurício complementa que os participantes do Projeto Acolhe são pessoas credenciadas pelo CAPS, para que possam ter acesso às atividades do final de semana. “É uma parceria fundamental da SDSH com a ADRA, pois os participantes do Ninguém na Rua não ficam desassistidos aos sábados e domingos, e são bem atendidos pela equipe do Centro de Convivência Ricardinho”, celebra.

Atendimento essencial

Há dois meses que o aposentado M. S., de 50 anos, participa do Projeto Acolhe. Ele faz tratamento pelo CAPS três vezes por semana, e após morar por mais de um mês no Albergue Municipal, hoje aluga um quarto, e com as assistências recebidas, pretende ter uma vida melhor. “Achei muito boa a proposta de vir até aqui nos finais de semana. Sou muito bem tratado pelos voluntários, assim como os demais atendidos, e nos sentimos mais seguros. Estamos menos expostos aos perigos da rua. É uma acolhida importante e motivadora para que eu dê continuidade do meu tratamento durante a semana”, reconhece.

Doações

A ADRA recebe doações de alimentos por parte da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, mas também está aberta a receber mantimentos da comunidade. Interessados em colaborar com o Projeto Acolhe podem entrar em contato pelo telefone e WhatsApp (51) 99297-1591. Ou através da visita ao próprio Centro de Convivência Ricardinho, que realiza seu atendimento de segunda à sexta-feira, das 13h30 às 17h30, na Rua Coronel Flores, 2358, no Centro de Taquara.

Ninguém na Rua

O programa Ninguém na Rua, parceiro do Projeto Acolhe, é promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação de Taquara. Através dele, pessoas em situação de rua de Taquara são abrigadas no Albergue Municipal durante a noite, e ao longo do dia são encaminhadas para a realização de oficinas ou tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A ação é dividida em três fases. Na primeira, é realizado o cadastro de identificação conforme a realidade vivida. O passo seguinte é vincular esta pessoa com o serviço oferecido pelo Município. E a terceira etapa é oportunizar a qualificação e ressocialização desta pessoa, a fim de que retome a sua condição de cidadão e retorne à sociedade.

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