
A contrariedade das comunidades dos vales do Sinos e Paranhana em relação ao projeto de concessão de rodovias do Bloco 1 foi novamente demonstrada nas audiências públicas finais promovidas nesta terça-feira pela Secretaria Estadual de Reconstrução. Nas reuniões realizadas em Gravataí e Novo Hamburgo houve novos registros de protestos dos participantes, mas também a apresentação de propostas de mudanças para o modelo de concessão apresentado pelo Governo do Estado.
Na primeira audiência de ontem, o prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon (PSD), aliado do governador Eduardo Leite, defendeu o projeto, mas também ouviu a contrariedade do deputado estadual Miguel Rossetto (PT), que considerou o projeto ruim. O petista apresentou a ideia de mudar o sistema, realizando concessões separadas para cada rodovia.
Na tarde de ontem, um auditório da Feevale, em Novo Hamburgo, recebeu a última das quatro audiências previstas, mas com pouca presença de público. O destaque ficou por conta das alternativas apresentadas pelo deputado Issur Koch (PP), cujo partido faz parte da base do Governo na Assembleia Legislativa. Inspirado em um sistema adotado no Chile, ele propôs conceder um retorno gratuito para veículos que fizerem o percurso da volta dentro de um limite de uma hora.
O parlamentar sugeriu ainda adotar tarifas reduzidas em horários de menor fluxo de veículos e estabelecer um teto máximo de valor para viagens em uma mesma estrada. Por fim, Koch também sugere descontos permanentes para quem reside ou trabalha nas cidades em que forem instaladas as praças de cobrança. Segundo o deputado, estas propostas já foram apresentadas em documento formal entregue para a Casa Civil do governo gaúcho.


