O governo federal prorrogou, até o final de junho, o prazo para que obras de esgotamento sanitário sejam realizadas em Taquara. O recurso, no valor de R$ 82 milhões, foi anunciado ainda no final de 2008 e obtido por meio do então Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da União. A meta é construir toda uma rede de tratamento de esgoto em Taquara, com estações e sistema de coleta próprio. Quando anunciada, foi considerada uma das maiores obras da história do município. A responsabilidade é da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
Contudo, como as obras sequer saíram do papel, Taquara corria o risco de perder os recursos. No ano passado, vereadores se mobilizaram para levar o pleito de prorrogação do prazo à bancada gaúcha. Inclusive, o então presidente do Legislativo, Telmo Vieira (PTB), fez uma visita a Brasília com este propósito. O assunto foi incluído na pauta da bancada gaúcha e o governo federal prorrogou o prazo, que vencia em janeiro, agora para junho deste ano.
Segundo o atual presidente da Câmara, Guido Mário Prass Filho (PP), é preciso que a Corsan se comprometa na realização das obras para que o novo prazo não seja perdido e os recursos destinados a Taquara cancelados. O vereador diz que há um desencontro de informações muito forte entre a estatal e os órgãos da União. Para tanto, Guido tem procurado intermediação junto à Promotoria Ambiental Regional, que cuida, inclusive, da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, para dar andamento ao projeto. O vereador enfatiza como de extrema importância que este projeto tenha sequência, a fim de preservar o rio, uma vez que, atualmente, o esgoto continua sendo despejado no manancial sem tratamento.


