As mobilizações em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deverão ter adeptos na região. O Partido dos Trabalhadores (PT) do Vale do Paranhana informou que, nesta terça-feria, quatro ônibus estarão levando pessoas a Porto Alegre, na véspera da sessão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que analisará a condenação do ex-presidente. Dois veículos sairão em Taquara e Parobé e outros dois são destinados aos municípios da Serra, como São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Gramado e Canela, que também integram a coordenadoria regional do partido.
O anúncio da disponibilidade dos veículos foi feito por Lorisete Leão, integrante da direção regional do PT, em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, nesta segunda-feira. Segundo a dirigente partidária, os veículos que sairão de Taquara e Parobé terão partida às 13 horas. No caso taquarense, as pessoas devem ir até a Câmara de Vereadores, onde os veículos estarão posicionados. Em Parobé, o ponto de partida será na sede da Prefeitura. Os valores de passagens ainda não estavam definidos nesta segunda-feira, pois dependiam do número de pessoas que utilizará o transporte. Além dos ônibus, Lorisete informou que haverá diversos carros para carona solidária, uma vez que muitas pessoas têm manifestado a impossibilidade de sair às 13 horas, somente obtendo a liberação mais para o final da tarde.
Os manifestantes da região deverão participar de um seminário de abertura de uma vigília em Porto Alegre. Está sendo esperada, para este evento, a participação do ex-presidente. Lorisete explicou que os ônibus voltarão à região ainda na noite desta terça-feira. Muitos dos manifestantes poderão voltar a Porto Alegre na quarta-feira, dia do julgamento, mas, neste caso, será por conta própria ou através de carona solidária. A medida segue, também, uma própria recomendação da Frente Brasil Popular, que decidiu por concentrar as mobilizações pró-Lula para a véspera do julgamento, mantendo uma vigília no dia da sessão do TRF4.
O ex-presidente foi condenado a nove anos de prisão, em sentença do juiz Sérgio Moro, pela acusação de ter ocultado o patrimônio de um triplex em um prédio do Guarujá, no litoral de São Paulo. O apartamento teria sido dado a Lula pela empreiteira OAS como retribuição de supostos favorecimentos em contratos com a Petrobras. A defesa de Lula sustenta que não há provas do envolvimento do ex-presidente e que o apartamento, inclusive, pertence à OAS, tendo sido dado em garantia pela empresa para quitação de seus débitos. Lorisete também sustentou que não há provas para condenar Lula.
Assista a íntegra da entrevista de Lorisete Leão à Rádio Taquara:


