Geral

Taquara reduz em 45% a repetência na rede municipal de ensino

O número de alunos repetentes na educação fundamental da rede municipal de ensino teve um decréscimo considerável no último ano.

O número de alunos repetentes na educação fundamental da rede municipal de ensino teve um decréscimo considerável no último ano. Se em 2013 havia 426 reprovados, esta quantia caiu para 233 em 2014 – uma redução de aproximadamente 45%. Os resultados são reflexos de trabalhos desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Cultura, que vem aprimorando técnicas de escutas aos professores e buscando a compreensão dos estudantes, a fim de que eles sejam estimulados a aprender.

 

As ações em parcerias com as escolas vêm sendo intensificadas desde 2013. Uma das primeiras atividades realizadas pela Secretaria foi receber as demandas de cada educandário. A partir disto, conforme conta a supervisora psicopedagógica institucional, Melissa Flores, chegou-se à conclusão de que havia um alto número de reprovação e de que isto deveria ser corrigido. “Queríamos que acontecesse o aprendizado do aluno em um ambiente em que ele é olhado, acolhido”, ressaltou.

 

As supervisoras pedagógicas de cada escola mantêm atendimentos mensais a todos os professores de suas unidades, que ocorrem na hora-atividade dos mestres. Durante as reuniões, são apontados os desafios e problemas encontrados pelo educador, que busca auxílio para resolver questões pontuais de cada estudante. “Não é justificar o mau desempenho, mas dar ideias de como recuperar o aluno, de como integrá-lo no processo de aprendizagem”, destaca a supervisora psicopedagógica, Luciane de Oliveira.

 

A Secretaria de Educação estipula metas para diminuir o índice de repetência, e deseja fortificar os trabalhos com os alunos com dificuldades no ensino. “Existem reprovações, sim, depois de esgotadas as intervenções. Cada aluno tem um tempo, mas precisamos sugar tudo que pudermos da capacidade dele”, garante a supervisora psicopedagógica Lucinéia Leichtveis, enquanto Luciane conclui: “A repetência não é culpa de ninguém, mas é um problema que precisa ser resolvido”.

 

Desenvolvimento integral dos estudantes

O rendimento do estudante, às vezes, tem influências comportamentais, em que ele, por desinteresse ou falta de disciplina, opta por não realizar as atividades propostas em sala de aula. A consequência disto é a baixa nota, insuficiente para garantir a aprovação. A missão da equipe da Secretaria de Educação é de sensibilizar as escolas a identificar o que está bloqueando o ensino do educando, e, a partir disto, planejar formas de desenvolver as habilidades e potencialidades dele. Como pontua a supervisora psicopedagógica Lucinéia Leichtveis: “Passamos a olhar o aluno como um ser humano, na sua integralidade, e fazer o resgate”.

 

Em algumas ocasiões, as famílias também não conseguem lidar com a indisciplina dos filhos. Desta forma, é tarefa do orientador pedagógico escolar estar a par destas situações e auxiliar com conselhos e encaminhamentos. Lucinéia reforça que a psicopedagogia institucional surgiu como canal de escuta e auxílio, trabalhando com prevenções, buscando compreender os comportamentos. “Estamos nos empenhando hoje para que no futuro tenhamos cidadãos mais preparados e conscientes de seus deveres em sociedade.”

 

Os profissionais da Secretaria de Educação reúnem-se semanalmente com a supervisão pedagógica de cada escola, a fim de ouvir sobre os alunos com dificuldades de todas as turmas. O objetivo é entender quais são os problemas envolvendo eles – seja familiar, cognitivo ou social –, e buscar mecanismos de recuperá-los. Conforme salienta Lucinéia, a intenção é enxergar o estudante de forma individual, com as particularidades e possibilidades deles. Estas estratégias acontecem graças ao empenho das equipes diretivas das escolas municipais, e os efeitos têm sido positivos.

 

Os conselhos de classe deixaram de ser momentos burocráticos, em que eram apontadas as notas insuficientes dos alunos, para tornarem-se oportunidades de pensar sobre cada estudante. “Fazemos com que as escolas repensem os métodos”, salienta a supervisora psicopedagógica Luciane de Oliveira. Cada escola entregou um plano de ação, em 2014, de acordo com suas necessidades. A iniciativa foi recebida pela Secretaria de Educação, que passou a focar os trabalhos conforme as demandas particulares. A atenção também está direcionada a diminuir o número de evasão escolar e de distorção idade X série. “O aluno que está feliz na escola vai querer aprender o conteúdo sem problemas”, garante Lucinéia.

Leave a Reply