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Químico da operação Leite Compensado recebe nova condenação

Preso durante ação que ocorreu em Taquara, ele e outro acusado receberam penas superiores a 10 anos por caso anterior
Operação em Taquara ocorreu em dezembro de 2024 (MP/Divulgação)

Dois réus denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados a mais de 10 anos de prisão por crimes investigados na Operação Leite Compen$ado V, que foi  deflagrada em 8 de maio de 2014, em Teutônia e outras nove cidades dos vales do Taquari e do Sinos. A ação revelou a adulteração de leite cru com substâncias como água, formol e bicarbonato de sódio, colocando em risco a saúde dos consumidores.

Um dos condenados é o químico industrial conhecido como “alquimista” ou “mago do leite” e que voltou a ser alvo do MPRS na Operação Leite Compen$ado 13, realizada em 11 de dezembro de 2024 em Taquara, Parobé, Três Coroas, Imbé e São Paulo, quando foi apurado o uso de soda cáustica e água oxigenada na adulteração de leite. Tanto no ano passado quanto em 2014, o “alquimista” foi preso. As duas operações foram coordenadas pelos promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho.

A sentença relativa à Leite Compen$ado V foi publicada na quinta-feira (06) e reconheceu a gravidade das condutas, determinando o início do cumprimento das penas em regime fechado, sem direito de apelar em liberdade. O químico industrial foi sentenciado a 11 anos e oito meses de prisão, enquanto o outro recebeu pena de 10 anos. A decisão também prevê o perdimento de bens e a comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral, conforme determina a Constituição Federal. O promotor de Justiça Mauro Rockenbach já anunciou que recorrerá em segunda instância para condenar transportadores de leite denunciados pelo MPRS e absolvidos pela Justiça.