Perfil

RAFAEL TOURINHO RAYMUNDO

28 anos, natural de Taquara. Formado em Jornalismo pela Unisinos, é mestre em Ciências da Comunicação. Filho de Gerson Moccelin Raymundo e Lia Tourinho Raymundo. Integra a equipe organizadora do Sarau com Café.

Conte um pouco sobre a sua história: Minha mãe é de Salvador, Bahia. Meu pai de Guaporé, na serra gaúcha. Eu acabei nascendo aqui! Pensava que minha carreira de jornalista só iria deslanchar se eu me mudasse para São Paulo ou outro lugar assim, mas as oportunidades sempre apareceram aqui pela região. No fim das contas, nunca saí de Taquara. Aprendi a gostar da cidade!

Como se deu a escolha pelo jornalismo? Sempre me dei bem em português e tenho facilidade para escrever. Imaginava que a faculdade de jornalismo seria uma boa opção para desenvolver a escrita e seguir na carreira de escritor – que não é um ramo fácil no Brasil. Felizmente, me apaixonei pelo jornalismo em si. Descobri como é interessante contar a história dos outros; ser um vetor e levar a informação para o público. Acabei indo para o lado das histórias reais e não da ficção.Fale sobre sua atividade profissional: Sou editor de um site de bem estar. Pretendo retomar a carreira acadêmica no segundo semestre. Já faz cinco anos que defendi o mestrado. Quero fazer doutorado e também tenho vontade de lecionar.

Como aconteceu o engajamento no Sarau com Café? Foi um convite da Roseli Santos. Sou frequentador do Sarau desde o início das atividades. Estive ausente por alguns períodos, dedicado à faculdade, mas prestigiava sempre que possível. O Sarau com Café é um projeto importante por incentivar a cultura; acredito que começar pelo nosso município não é só a maneira mais próxima, é também a mais necessária. Faço parte do grupo desde março, já contabilizo mais de vinte saraus, incluindo eventos em outros municípios. Preparo leituras, me interesso em levar textos atuais que dialoguem com o momento que a gente vive. O Sarau é uma oportunidade de reflexão, mas também é uma ocasião festiva, uma pausa nos afazeres do dia-a-dia para respirar um pouco. Misturamos textos reflexivos com leituras mais leves e engraçadas.

Como você se define? Eu brinco que sou um observador crítico das inutilidades cotidianas. Tento controlar a acidez, mas gosto de pensar quer a crítica e a autocrítica servem para a gente melhorar.
Uma habilidade especial: Definir padrões de organização. Sou metódico!

O que gosta de fazer no tempo livre? Ler, assistir a filmes, tocar piano e sair com os amigos.

Um livro: Vidas Secas, Graciliano Ramos.

Um filme: Um Conto Chinês. É um filme argentino, comédia dramática. Tem duração de uma hora e meia. Está disponível na Netflix!O que gosta de ouvir? Vou do clássico ao eletrônico com muita facilidade. Música tem que soar bem aos ouvidos e fazer algum sentido para mim.

Um lugar: São Francisco de Paula. É uma cidade que eu adoro!

Quem você tem como exemplo? Meus pais! Eles são a base. A família nos traz os valores – quer a gente concorde ou os confronte. São exemplo do que seguir e do que mudar.

O que lhe tira do sério? Software lento. Internet capenga. Ter uma lista enorme de tarefas e a tecnologia não colaborar.

Deixe uma mensagem para os leitores do Panorama: “Conciso? Com siso. Prolixo? Pro lixo.” – José Paulo Paes. Existe tanta informação a nossa disposição hoje em dia que é necessário saber resumir e ir direto ao assunto. O jornalismo despertou em mim essa busca pela concisão. Falar menos e ouvir mais.