Funcionários do Hospital Bom Jesus, de Taquara, estão desde a manhã desta quinta-feira procurando a reportagem do Jornal Panorama preocupados com o atraso no pagamento de salários. O Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) saiu da casa de saúde, por força judicial, na terça-feira, mas os funcionários estavam com o pagamento atrasado. Receberam 40% do valor de novembro e ainda falta parte do décimo terceiro. O temor dos colaboradores é de que, com a mudança de gestão, fiquem sem receber o dinheiro.
A reportagem do Jornal Panorama contatou, na tarde desta quinta-feira, o diretor da Associação Silvio Scopel, Ricardo Pigatto, que se manifestou sobre a questão salarial. Segundo ele, pela própria liminar da Justiça Federal, a Associação não é responsável pelo pagamento dos valores, e nem tem caixa para efetuar este pagamento.
Contudo, pela própria decisão da Justiça, foi determinado o bloqueio de recursos do Instituto Vida, no montante de R$ 1.121.386,14. Ricardo informou que a totalidade destes valores será destinada ao pagamento dos funcionários. Contudo, o diretor informou que o sistema da Justiça ainda não conseguiu efetuar o bloqueio de recursos nas contas bancárias atribuídas ao CNPJ do ISEV. O diretor explicou que manteve reuniões com os funcionários para assegurar que a Associação Silvio Scopel é parceira dos profissionais e que, hoje, eles têm a segurança de que a administração é toda acompanhada pelo Judiciário.
Sobre o funcionamento do Hospital, Ricardo informou que a Associação está efetuando uma compra de medicamentos e insumos para a operação e conversando com os médicos. Assegurou que a casa de saúde está aberta e atendendo a comunidade. Demais pendências ainda estão sendo resolvidas pela nova entidade gestora, que está à frente do hospital há apenas 48 horas.
Nesta quarta-feira, o Instituto Vida ingressou com um mandado de segurança tentando reverter a liminar que o afastou do Hospital. Contudo, o presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, negou a medida, entendendo que não era um caso que deveria ser resolvido durante o plantão do Judiciário, que está em recesso de final de ano. A reportagem tentou contato, mas não conseguiu, com o escritório de advocacia que representa o Instituto Vida.


