A região de Taquara poderia ter sido enquadrada na bandeira laranja na última atualização do sistema de distanciamento controlado do Rio Grande do Sul. A informação foi divulgada pelo site GaúchaZH, que analisou dados disponibilizados pelo governo do Estado. Contudo, uma espécie de “trava” existente no sistema da administração estadual beneficiou Taquara e manteve a classificação na bandeira amarela, a de menor risco. Segundo os dados, os oito municípios que integram a região de Taquara têm a sétima pior média entre os indicadores usados para o cálculo das bandeiras, atrás de quatro regiões em cor vermelha, de Palmeira das Missões e de Santa Maria.
A explicação para a continuidade da bandeira amarela está no decreto que estabeleceu o sistema de medição do plano. A normativa possui uma bonificação às regiões que registrarem até três hospitalizações por coronavírus nos 14 dias anteriores à apuração dos números. Com a regra, Taquara, que deveria estar na bandeira laranja, passou para a amarela, já que registrou apenas dois casos de hospitalização. Diz a regra: “Serão classificados na Bandeira Final imediatamente anterior à qual faria jus em razão do escore, as Regiões que, nos quatorze dias anteriores à apuração, tiverem registro de número igual ou inferior a três novas hospitalizações de pacientes confirmados para Covid-19”.
A assessoria do Comitê de Dados do governo do Estado informou que o mecanismo é uma espécie de “trava”, que permite a uma região ficar em bandeira menos restritiva quando outros indicadores estiverem em situação de alerta. No caso de Taquara, os piores indicadores são relativos à macrorregião Metropolitana, da qual o município faz parte. Os indicadores específicos da região, que são a variação semanal das hospitalizações e hospitalizações por 100 mil habitantes, indicam a bandeira amarela.
Também foi beneficiada com a regra, nesta semana, a região de Santa Rosa, no noroeste do estado. Embora com índice menor do que Taquara no cálculo das bandeiras, a área também estaria na cor laranja caso o mecanismo não existisse. Conforme os dados utilizados pelo governo, apenas a região de Bagé, na Campanha, teria números para ficar em amarelo sem o benefício.


