Aprendizado adequado é sinônimo de qualidade no ensino. Conforme os dados oferecidos pela Prova Brasil 2013, houve uma melhora no conhecimento adquirido pelos alunos da rede pública estadual e municipal das cidades da região. Os dados e indicadores foram compilados pelo portal QEdu (www.qedu.org.br) e divulgados na última semana. Acima, a tabela informa os resultados gerais nos 5ºs e 9ºs anos da educação fundamental.
O aprendizado adequado em matemática apresenta-se como o grande desafio. De forma geral, houve um crescimento nos anos iniciais. No entanto, a situação é de alerta para os concluintes do ensino fundamental: Igrejinha, Parobé e Três Coroas tiveram resultados negativos, Taquara e Rolante apresentaram pequeno aumento, enquanto Riozinho somou louváveis 12 pontos percentuais, alcançando 34% dos alunos de 9º ano com conhecimentos necessários na resolução de problemas. Este número é o triplo da média nacional, que amarga somente 11% de estudantes em nível satisfatório de instrução.
Parobé obteve panorama positivo na competência de interpretação de textos e em resolução de problemas nos anos iniciais, se comparados os dados de 2013 com 2011. Em matemática, nos quintos anos, passou de 37% para 48%, já em português, na mesma etapa escolar, subiu de 44% para 54%.
Dentre todas as cidades da região, Igrejinha destaca-se não apenas pelos bons índices de aprendizado, mas também por obter crescimento considerável em relação à Prova Brasil 2011. Nos anos iniciais e finais, houve um acréscimo de sete pontos percentuais em relação ao conhecimento em português. Em matemática, o aumento foi de 11 pontos no 5º ano e um decréscimo de seis pontos no 9º. O secretário municipal de Educação, Luis Carlos Trombetta, destacou que o município montará um plano estratégico para melhorar os resultados na área da matemática.
Uma das escolas igrejinhenses que se destaca é a Vila Nova. Tanto em português quanto em matemática dos anos iniciais ela está acima dos 70% propostos pelo movimento Todos Pela Educação para ser atingidos até 2022. O mesmo educandário foi homenageado ano passado na Câmara dos Deputados pelas boas notas no Ideb. Para Trombetta, as escolas que não têm oscilações no quadro de professores conseguem desempenho melhor. Ele observa que as notas diminuem nos anos finais. “Contamos com laboratórios de aprendizagem em todas as escolas, onde os alunos podem reforçar o ensino no turno inverso às aulas”, ressaltou.


