A determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a retirada de um outdoor de apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República causou muito desconforto entre eleitores do deputado, mas a medida não é uma novidade na região. Em 2014, um outdoor com a frase “Muda Brasil” foi instalado em um terreno da ERS-115, em Igrejinha. Já naquele ano, os outdoors eram proibidos na disputa, e a Justiça Eleitoral determinou a retirada da placa. A ação foi movida, assim como no caso de Bolsonaro, pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A frase “Muda Brasil” era justamente o nome da coligação de Aécio Neves (PSDB) no pleito de 2014.
A instalação de outdoors é proibida pela lei eleitoral e por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina a campanha. No caso de Bolsonaro, membros da campanha no Rio Grande do Sul informaram à coluna, nesta segunda-feira (24), que vários dos outdoors foram instalados por apoiadores de Bolsonaro, sem consulta oficial à coordenação de campanha. É uma discussão que será feita no TSE com relação à pena de multa prevista para a afixação destas placas.
Segundo o entendimento firmado quando da proibição do uso de outdoor, o mecanismo foi considerado desproporcional, uma vez que é avaliado como caro, e somente campanhas com mais recursos teriam acesso, provocando desequilíbrio na disputa. Em 2009, o Senado chegou a votar um projeto que poderia liberar o uso dos outdoors, mas acabou mantendo a proibição.


