Retrofit: uma nova ‘roupagem’ em prédios antigos e históricos de Taquara – Conheça o Colégio Santa Teresinha

Imóvel foi construído em 1917, inicialmente para sediar a fábrica de bebidas de Jacob Grün.
Publicado em 04/10/2021 16:32 | Atualizado em 05/10/2021 09:19 Off
Por Cleusa Silva

Conhecida como retrofit, a revitalização de imóveis antigos ou históricos tem se mostrado uma forma inteligente de preservação do patrimônio cultural, dando uma nova vida a construções antigas e até símbolos dos municípios. Caminhando pela região central de Taquara é possível observarmos alguns casarões antigos que recentemente ganharam uma nova “roupagem”, como é o caso do Colégio Santa Teresinha localizado na esquina das ruas Júlio de Castilhos com a Jacob Grün.

Conforme o “Inventário do Patrimônio Histórico, Arquitetônico e Cultural de Taquara”, desenvolvido por alunos do curso de História das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), o prédio foi construído em 1917, em uma área que fazia parte das terras de Leôncio Monteiro, o qual originou o nome do bairro Morro do Leôncio. Após o falecimento de Leôncio, a área foi hipotecada e fracionada em diversos terrenos, incluindo o local onde se localiza a escola.

Construído inicialmente para sediar a fábrica de bebidas de Jacob Grün, em razão da boa qualidade da água encontrada na região, o imóvel foi vendido por Frederico Günther e Carlota Grün Günther, em 1926, ao Banco da Província de Porto Alegre. E em abril de 1927, o prédio foi alugado e instalou-se o Colégio Santa Teresinha.

A pedido do padre Pedro Colling, em 1926, as irmãs de Notre Dame vieram para Taquara. O nome da escola foi escolhido em alusão a Santa Teresinha do Menino Jesus, a Santinha de Lisieux, uma tradição da França. E em razão de ser um local espaçoso, com taquareiras e boa água disponível para atender as jovens do munícipio e região, a congregação Notre Dame, responsável pela administração da instituição, adquiriu a área no ano de 1935.

Fotos: Acervo Amigos de Taquara

A primeira aluna interna veio de Rolante, em 1928. Além do internato, o imóvel também serviu como escola para meninos e, por volta da década de 1940, passou a funcionar o ginásio apenas para moças. A partir de 1951, a escola recebeu rapazes, que tinham aulas separados da ala feminina. O curso normal passou a funcionar a partir de 20 de março de 1953.

Localizado em uma região privilegiada, pois a entrada da cidade era pela rua Federação, acessando a rua Coronel Evaristo e então chegando na frente do Colégio Santa Teresinha para ingressar na rua Júlio de Castilhos, a principal via pública de Taquara, a escola particular foi instalada na década de 1920, caracterizada pela diversidade econômica da cidade e carente de educação aos filhos dos prósperos comerciantes.

Construído em alvenaria, e composto por três pavimentos, o prédio do Colégio Santa Teresinha possui portas e janelas em madeira com molduras e frisos, parte frontal com platibanda e frontão (frente e lateral), com elementos decorativos. O segundo pavimento possui sacadas, adicionadas com duas mãos francesas, além da cobertura com telhas francesas.

O segundo prédio, de construção mais recente, é composto por três pavimentos horizontais e não conserva as mesmas linhas de construção. No outro lado da rua Júlio de Castilhos também foi construído um ginásio de esportes, que pode ser acessado por uma passarela de metal, construída sobre a via pública.

Fotos: Cleusa Silva/Rádio Taquara

Na última reforma feita na escola foi a feita pintura externa do prédio, além da transformação de duas salas de aula em um único espaço para a nova biblioteca. Atualmente, está em construção a estrutura para a instalação de um elevador nas dependências internas do prédio principal, que dará acesso a quadra de esportes da escola.

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