Uma reunião no último dia 25 de abril, no bairro Empresa, discutiu a demora na construção de um dique nas proximidades. O encontro foi proposto por moradores do loteamento Olaria e trouxe para a discussão um representante da Loteadora Tabaí e vereadores municipais. Na terça-feira foi realizada reunião na Câmara de Vereadores, a fim de repassar a situação aos demais legisladores. O objetivo é encontrar uma ação juntamente com a Prefeitura.
A construção, prometida há vários anos, vem se arrastando e até hoje não iniciou. Conforme o diretor administrativo da Tabaí, Antônio Costa, administrações anteriores à gestão atual barraram o início da edificação do dique por falta de liberação ambiental. Até então, Costa garante que a loteadora sempre se dispôs a ajudar no que fosse necessário, doando, inclusive, óleo diesel para as máquinas e as áreas por onde passariam o sistema de contenção de cheias. Ano passado, segundo ele, a empresa assumiu toda a execução das obras. “Achamos que o povo que mora lá não merece este sofrimento.” No entanto, ainda não há sinalização da Prefeitura para que os trabalhos possam iniciar.
Em outubro do ano passado, Costa lembra que mudou uma resolução do licenciamento ambiental, em que a construção de dique passaria a ser de responsabilidade da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). Ou seja, deixaria de ser emitida pelo governo municipal e passaria para o Estadual. Em entrevista à reportagem do Jornal Panorama, em fevereiro, a bióloga e licenciadora ambiental da Prefeitura, Maria Alice Fleck Tedesco, confirmou que o licenciamento do dique encontra-se com o setor jurídico do Executivo, e aguardava um parecer. Conforme contou, uma nova resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) estabeleceu que não é mais competência das prefeituras emitir licença para represa de contenção de cheias.
O morador Jeferson Casagrande, 35 anos, que há cinco anos reside no bairro Empresa, diz que a conclusão da obra representará melhora na qualidade de vida da população local. Em 2013, uma enchente invadiu a casa dele e a água subiu mais de um metro nas paredes da residência, estragando vários móveis. “Queremos uma definição!”, desabafa, ao relatar que está ocorrendo construção de uma casa nas proximidades de onde deverá ser erguido o dique, situação que pode complicar ainda mais a obra. Estiveram presentes à reunião os vereadores Adalberto dos Santos Lemos, Valdecir Vargas de Almeida, Sirlei Silveira, Guido Mário Prass Filho e Régis Souza.
Matéria publicada na edição impressa do Panorama de 30 de abril.


