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Reuniões vão definir futuro de acordo para oncologia no hospital

Reunião na segunda-feira voltou a discutir as pendências numa parceria formatada no ano passado para que o Hospital Bom Jesus,

Reunião na segunda-feira voltou a discutir as pendências numa parceria formatada no ano passado para que o Hospital Bom Jesus, de Taquara, atenda casos de câncer. Na ocasião, a Prefeitura e a clínica Oncoprev acertaram uma reaproximação, marcando novas reuniões a fim de desatar o nó sobre o assunto. Será realizada uma reunião com o corpo clínico do hospital, para delimitação das pendências relacionadas à prática médica, além de encontros entre os advogados da clínica e da Prefeitura, para resolver as questões contratuais.
O encontro desta semana teve a presença do vice-prefeito e secretário de Saúde, Carlos Alberto Pimentel, acompanhado de assessores, e do sócio da Oncoprev, Paulo Morassutti, e a advogada da clínica, Carine Martine. Também participaram integrantes do Conselho Municipal de Saúde e da direção do Hospital Bom Jesus. Na ocasião, Pimentel reafirmou que a administração municipal não é contrária ao projeto da oncologia, assim como a qualquer outra proposta que venha a melhorar o atendimento na área de saúde. Contudo, segundo o vice-prefeito, é essencial alinhar as questões relacionadas à prática médica, para evitar qualquer intercorrência no atendimento aos pacientes.
Pimentel também rebateu informação divulgada na semana passada, de que as 80 perguntas feitas à clínica Oncoprev teriam sido respondidas. Durante a audiência de segunda-feira, Morassutti e a advogada entregaram ofício ao secretário, com as respostas feitas às questões elaboradas ainda no começo do ano. O sócio da clínica voltou a defender que o projeto foi alvo de estudos junto à Secretaria Estadual de Saúde, e ressaltou que a região precisa do atendimento oncológico.
Ficou acertado, durante a reunião, que seria feito um encontro com os médicos que integram o corpo clínico do hospital. Esta reunião servirá para definir todos os procedimentos com relação ao atendimento dos casos de câncer. “Este detalhamento é fundamental para o funcionamento do serviço”, defendeu Pimentel, acrescentando que, se não for confeccionada a documentação, “não assinará embaixo para o serviço funcionar”.
Quanto às situações jurídicas, os advogados da Prefeitura e da clínica, além do Sistema de Saúde Mãe de Deus, que é gestor do hospital, terão reuniões para resolver o contrato. Questionado por Panorama durante a reunião, o advogado da Prefeitura, Luciano Figueiró, não quis revelar todas as pendências jurídicas, mas acabou admitindo que uma delas refere-se à necessidade de construção de um segundo piso. Ele afirmou que este assunto será resolvido entre os advogados. Disse ainda que, na visão da Prefeitura, é necessária a aprovação da Câmara de Vereadores para a parceria. Neste item, o sócio da Oncoprev interveio e disse que a clínica está disposta a fazer o que for necessário para que a parceria seja definitivamente colocada em atividade.

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