Polícia

Reviravolta: mulher é presa por matar homem em Igrejinha

Inicialmente, a acusada alegou que seria vítima de abuso sexual, versão que a investigação agora mostra ser falsa.

Uma reviravolta neste final de semana marca o caso de um homem que foi encontrado morto na última terça-feira (30/1) em Igrejinha. Segundo a polícia, a mulher, inicialmente, confessou que matou a vítima alegando legítima defesa, pois teria sido violentada pelo homem. Contudo, a polícia prendeu a mulher preventivamente na madrugada deste sábado (3/2) pois identificou contradições ao longo da investigação, que levaram o inquérito para a apuração de um homicídio.

Segundo o apurado, em análise no celular da mulher, ela era responsável por realizar tele-entrega de drogas na região. A polícia identificou que o homem morto seria cliente da mulher e estava devendo valores referentes à compra de maconha. O laudo pericial remetido à Polícia Civil pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) também não identificou, na mulher, lesões decorrentes do suposto abuso sexual que ela alega ter sofrido.

O delegado regional Gustavo Barcellos informou que os exames comprovaram que ela não havia se relacionado sexualmente recentemente e o sangramento verificado inicialmente era decorrente de menstruação. O corpo do homem, de 27 anos, foi encontrado após vizinhos acionarem a Brigada Militar após avistarem pela janela a vítima com um saco na cabeça. Ao chegar no local, os policiais se depararam com a residência vazia, mas a suspeita chegou logo em seguida.

A polícia conseguiu imagens em um celular que mostram a vítima dopada em um sofá. Segundo o delegado, conclui-se que as agressões foram cometidas em tortura após o homem ter sido dopado e imobilizado. O policial ainda mencionou que, em outra foto do celular, a mulher fez uma selfie sobre o corpo da vítima, que ainda não apresentava lesões nos braços e no corpo.