O balanço de d
ois valores protegidos pela legislação e resguardados pelo Ministério Público foi a motivação para que fosse concedida autorização de demolição da Pousada Jaeger (foto), cujos trabalhos iniciaram no final da semana passada. Pesou mais, porém, o risco à vida das pessoas, com o perigo de desabamento do prédio, situado na esquina das ruas Tristão Monteiro e Ernesto Alves. Contudo, a questão cultural também será contemplada, com a exigência de que, em futuras construções na área, uma fachada do atual imóvel seja erguida. A reportagem do Panorama recebeu questionamentos, ainda na semana passada, sobre a derrubada do imóvel histórico. Uma delas partiu de integrantes da organização não governamental Defender, que é voltada às discussões sobre o patrimônio histórico. Em entrevista ao Panorama na quarta-feira, a promotora de Justiça Ximena Cardozo Ferreira explicou os trâmites do inquérito civil instaurado para apurar o caso. Desde então, o assunto vem sendo discutido entre Prefeitura, Promotoria e os proprietários da Pousada Jaeger, que pertence aos herdeiros de Ary Nestor Jaeger. Ximena explicou que um laudo confeccionado por uma profissional do Ministério Público apontou que o imóvel possui indícios de valor cultural, mas não foi possível fundamentar, por conta de dificuldades de pesquisa no acervo histórico de Taquara. O conselho de controle do Plano Diretor emitiu parecer, ainda em dezembro do ano passado, autorizando a demolição, mas sugerindo que em futuras construções seja erguida uma fachada igual a do prédio atual, para que se preserve o valor histórico do imóvel. Após outros trâmites do processo, foi firmado, em 18 de abril deste ano, um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre Ministério Público, Prefeitura e proprietários do imóvel, adotando a solução apontada pelo Conacplan.


