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Rodoviária de Parobé é fechada e usuários enfrentam transtornos

Prefeitura busca alternativas para reinstalação do terminal enquanto DAER anuncia processo de rescisão contratual
Foto: Reprodução

A rodoviária de Parobé encerrou suas atividades, afetando diretamente cerca de três mil usuários mensais do transporte intermunicipal, segundo estimativa da Prefeitura. O fechamento do terminal gerou manifestações de autoridades municipais, da empresa concessionária e do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER).

O prefeito de Parobé, Gilberto Gomes, informou que acompanha de perto a situação e reconhece os prejuízos causados à população. Conforme o chefe do Executivo, embora o terminal não seja de responsabilidade direta do Município, a Administração tem buscado soluções. Uma nova estrutura foi oferecida às empresas de transporte para reinstalar a rodoviária em local mais adequado, mas a proposta não foi aceita. “Reafirmamos nosso compromisso com a mobilidade da nossa população e seguimos buscando alternativas viáveis junto aos órgãos competentes”, destacou Gomes, citando ainda a expectativa de que o DAER aceite o novo espaço proposto. A prefeitura informou, no entanto, que esse fechamento não causa qualquer impacto ao funcionamento do programa Tarifa Zero.

O administrador da rodoviária, Leonardo Paz, afirmou que a queda de aproximadamente 70% no faturamento motivou o encerramento das atividades. Segundo ele, houve tentativas de buscar apoio do governo municipal, mas a ajuda veio apenas no momento em que o fechamento já era iminente. “Me concederam uma salinha no centro, com infraestrutura péssima, no qual teria que investir do meu bolso um valor que eu não tinha”, relatou.

Já o DAER informou que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o fechamento da rodoviária e que suas tentativas de contato com a empresa concessionária não foram respondidas. O órgão estadual anunciou a abertura de um processo administrativo para rescisão contratual e posterior cassação da concessão, com base nas cláusulas que tratam de abandono de serviço. “Tão logo seja dado início ao processo de rescisão, será oficiado a prefeitura para que indique um local para embarque e desembarque dos veículos do intermunicipal. Se houver empresas interessadas, pode ser formalizado termo de autorização provisório para possibilitar a continuidade da prestação de serviço”, complementou o Daer.