A queda de parte do muro de contenção agravou ainda mais a situação junto ao quilômetro 28 da ERS-115 e pôs fim à esperança de que fosse possível abrir um desvio que permitisse a retomada do tráfego de veículos entre o Vale do Paranhana e a Serra. Com a definição de que será mesmo preciso esperar um longo tempo para a recuperação da estrada, lideranças empresariais de Igrejinha e Três Coroas buscam alternativas para retomar as vendas e estudam como cobrar ressarcimento dos prejuízos causados pela interdição da rodovia.
Interditada há duas semanas, a estrada teve seu problema agravado no último final de semana, quando mais um deslocamento de terra derrubou parte do muro de contenção que já havia sido rompido no dia 11 de agosto (foto). Com isto, aumentaram ainda mais as rachaduras no asfalto, o que levou a concessionária Brita Rodovias e o governo do Estado a descartarem de forma definitiva a possibilidade de construção de um desvio. Mesmo reconhecendo que tinha conhecimento de problemas no quilômetro 28, o diretor da concessionária, Eduardo Machado, revelou que havia uma dúvida sobre a responsabilidade da realização de obras que não estavam especificadas no contrato. Reafirmando que a empresa vinha monitorando o local, ele voltou a atribuir às chuvas excessivas o agravamento da situação antes que fosse possível fazer qualquer obra preventiva. Mesmo assim, anunciou que a empresa tentará abrir o mais rápido possível uma passagem em meia pista.


