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Rosane de Oliveira é nomeada nova delegada de Taquara

"Se com a minha pequena colaboração eu puder fazer justiça à população, isso será a realização de um sonho", afirmou a delegada
Rosane de Oliveira completa 20 anos de profissão e diz que nasceu para o trabalho.
Foto: Alan Júnior / Jornal Panorama

Há cerca de um mês, Taquara conta com nova delegada: Rosane de Oliveira assumiu o comando da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) e a Delegacia de Polícia (DP). Ela vem respondendo pela DPPA, que atende aos plantões, flagrantes, prisões e outros municípios da região, e a DP, que atende o expediente relacionado às investigações de crimes em Taquara. Natural de Camaquã, onde trabalhava como advogada, sendo presidente da OAB do município, Rosane resolveu prestar concurso para o cargo público e assumiu como delegada em 1999. Próxima de completar 20 anos na função, ela define que a atuação na polícia é para onde “nasceu para trabalhar”.

Nestes anos de serviços prestados à Polícia Civil, Rosane trabalhou como delegada em Santa Cruz do Sul, Pântano Grande, Rio Pardo, Novo Hamburgo, Canoas e Porto Alegre. Atuou na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), em Porto Alegre, e 10 anos em Novo Hamburgo. “Meu pai me dizia que essa era uma profissão muito difícil, muito sofrida. Mas, após passar no concurso, acabei me encontrando na carreira da Polícia Civil e tenho muito orgulho do que faço”, disse Rosane.

Segundo a delegada, a maior preocupação que encontrou ao assumir o posto, em Taquara, não foi na delegacia, mas a localização geográfica. Rosane constatou, ao chegar à região, que a Taquara se encontra muito próxima de municípios que têm alto índice de criminalidade. Para ela, a questão de Taquara ser grande em extensão territorial facilita para que criminosos de grandes metrópoles se escondam em fazendas e sítios do interior. Uma das linhas de trabalho cogitadas pela delegada é começar a agir efetuando barreiras policiais em estradas de localidades do interior para que se possa coibir a vinda de marginais para esses locais.

Ainda conforme Rosane, outro problema encontrado é a pouca quantidade de celas existentes na DPPA. Devido ao período levado para que se consiga uma vaga no sistema prisional, os presos acabam permanecendo muito tempo no local, o que, segundo a delegada, prejudica o andamento do trabalho dos policiais, que precisam se dedicar a vigiar esses presos. “No final de semana, certamente são feitas novas prisões. Isso ocasiona uma grande preocupação a quem está trabalhando no plantão da DPPA”, destaca a delegada.

A DPPA recebe ocorrências de Três Coroas, Igrejinha, Rolante e Riozinho, além de Taquara. Segundo a delegada, as ocorrências de Parobé foram transferidas para atendimento na DPPA de Novo Hamburgo. Para ela, isso é importante, pois, devido à quantidade de ocorrências registradas no município vizinho, isso acabava prejudicando os trabalhos da DPPA de Taquara, devido à abrangência.

Planos

Em entrevista concedida à reportagem do Jornal Panorama, a delegada Rosane de Oliveira contou que pretende trabalhar em conjunto com a administração municipal, Câmara de Vereadores, setor empresarial e setor rural. Segundo ela, a ideia é formar parcerias. Para tanto, a Brigada Militar, através de seu comandante, capitão Juliano Arali, foi a primeira instituição que a delegada conversou sobre o desenvolvimento dessa união. Além da parceria com a Brigada Militar, a delegada destacou a cooperação da Polícia Rodoviária Estadual, que sempre colabora com os trabalhos desenvolvidos pela Polícia Civil e vice-versa.

Para Rosane, os principais entraves para o bom andamento dos trabalhos são a falta de efetivo e as vagas do Presídio Estadual de Taquara (PET). Em relação ao efetivo de policiais civis, a delegada disse à reportagem que é defasado, mas isso é um problema de todo o estado. Segundo ela, o “cobertor é curto”, mas, apesar dessa falta de efetivo, os policiais que estão no serviço são empenhados em fazer mais do que o seu próprio trabalho.

“A comunidade é quem vai avaliar sobre o trabalho da polícia. O empenho a gente tem. O ideal é que as coisas funcionem e que a sociedade se sinta tranquila. Eu sempre tenho aquela ideia de fazer justiça para todos. Então, se eu conseguir, com a minha pequena colaboração, fazer justiça para as pessoas, tentando ajudar a resolver e auxiliar a população, isso seria um grande sonho, apesar da nossa colaboração não ser tão grande, eu tenho essa vontade de contribuir”, afirma a delegada.

A delegada Rosane já entrou em contato com algumas autoridades municipais e pensa em realizar, dentro de alguns dias, um primeiro encontro para alinhar ideias e melhorias para a segurança em Taquara.