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Rua da Delegacia de Taquara não será mais fechada ao trânsito

Mesmo com lotação de celas da DPPA, será tomada medida alternativa, anuncia a prefeitura.

A rua Guilherme Lahm, que sedia a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, não será mais fechada ao trânsito de veículos nos episódios de presos que ficam em frente à Polícia Civil. A medida foi comunicada na manhã desta sexta-feira (11) pela Prefeitura de Taquara, após mais um episódio de fechamento ter ocorrido nesta quinta-feira (10). Será adotada uma medida alternativa, de interrupção do trânsito em metade da rua, mantendo a outra parte livre para o tráfego.

A situação foi anunciada pelo secretário municipal de Segurança e Trânsito, Lorival da Rosa, em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Segundo ele, nesta quinta-feira foi realizada uma reunião com o comando da Brigada Militar e a Polícia Civil a fim de se discutir alternativas para evitar o fechamento da rua, medida que a prefeitura decidiu não mais permitir, como gestora do trânsito local. Conforme Lorival, entende-se o problema da falta de vagas no presídio e, também, a deficiência enfrentada pela delegacia. Contudo, houve o entendimento de que restringir o tráfego também causa diversos problemas no município.

Por isso, em conjunto com os responsáveis pelas corporações policiais, ficou decidido que haverá a interrupção do tráfego, com a devida sinalização, somente em parte da rua Guilherme Lahm nos casos em que presos estiverem em frente à delegacia. Lorival acrescentou que o problema da falta de vagas nos presídios depende de uma solução por parte do governo do Estado, acrescentando que se trata de uma questão que abrange diversos municípios gaúchos.

Também à Rádio Taquara, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho comentou a decisão tomada com as corporações policiais nesta quinta-feira, de evitar o fechamento da rua Guilherme Lahm. O chefe do Executivo voltou, ainda, a se manifestar sobre a polêmica da semana passada, referente ao Presídio Estadual de Taquara, salientando ser contrário à instalação de um novo presídio no município. Tito frisou que, no seu entendimento, cabe ao governo do Estado resolver a questão da falta de vagas nos presídios e a sequência de presos que ficam em viaturas ou em frente à delegacia.