Saiba como manter seus dados a salvo na internet

Docente do Senac Taquara dá dicas importantes para evitar golpes e vazamento de informações na web.
Publicado em 15/08/2021 00:39 Off
Por Vinicius Linden

Entre fevereiro e março do ano passado, o número de ataques em golpes da internet cresceu 120% no Brasil, conforme aponta o levantamento realizado pela empresa de segurança da informação, Kaspersky. Em 2020, o Brasil foi o país mais atingido por essas fraudes aplicadas nas mais diversas maneiras envolvendo PIX, Whatsapp, links falsos, e-mails fraudulentos, entre outros. O docente de Informática, Design Gráfico e Suporte Técnico do Senac Taquara, Juliano Knevitz, aponta os principais erros cometidos pelas pessoas e dá dicas importantes para manter seus dados seguros. Confira: 

  • Erro 1 – Achar que só você tem acesso aos dados. Seus arquivos na nuvem estão em um servidor na empresa da qual você utiliza este serviço, logo ela tem acesso (cuidado com o que armazena na nuvem, como dados bancários e senhas). 
  • Erro 2 – Utilização direta, sem desconexão dos serviços digitais (redes sociais, e-mails, entre outros). Como docente e técnico, vejo este erro toda semana com usuários que não desconectam suas contas on-line. Isso deixa brecha para outros usuários acessarem seus dados livremente (lembre-se de sempre sair de suas contas on-line quando o dispositivo for coletivo). 
  • Erro 3 – Este é um clássico: usar senhas repetidas ou simples demais, senhas fáceis e repetidas nos serviços on-line, é um problema antigo e, me parece até hoje, muito frequente. Utilizar senhas diferentes com alternância entre caracteres especiais, letras maiúsculas, minúsculas e números são desejáveis para uma senha forte. E lembre-se de não repetir as senhas (é um comodismo manter sempre a mesma). 
  • Erro 4 – Empresas também erram quando migram seus serviços para a nuvem. Algumas empresas ignoram protocolos de segurança e simplesmente fazem uma migração relâmpago sem se preocupar com os clientes, além de errarem na escolha da equipe técnica. Ou seja, contratam profissionais por salário e não por qualidade de serviço.  
  • Atenção para os cybercrimes – existem ainda hoje vírus capazes de causar muitos danos a servidores e datacenters, como o Ramsonware. Este tipo de ataque provoca perdas e sequestro de dados, podendo falir negócios dependendo do tamanho do ataque. Portando, investimento em segurança digital é fundamental, tanto no corporativo quanto o usuário padrão. 

O especialista lembra que não existe rede 100% segura. “Uma vez que você utiliza um serviço de armazenamento ou compartilhamento na rede, seus dados ficarão salvos em um servidor por muito tempo. Inclusive, vale destacar que em alguns países, empresas não podem apagar dados de seus clientes por uma questão de segurança e comprovação de dados, caso exista algum crime digital investigado. Outro fator é governamental. Governos espalhados pelo mundo, principalmente EUA, criam leis de monitoramento on-line para saber cada vez mais o que se passa na internet e seus usuários”, conta Knevitz. 

O docente ainda elencou os principais e mais recentes golpes aplicados pela internet: 

– Roubo de dados: sejam eles bancários ou de identidade são, disparados, os principais golpes da internet. Ou seja, pessoas mal-intencionadas se passando por conhecidos, ou empresas de fachada, ou até mesmo se passando por bancos, oferecendo serviços de crédito para coleta de dados das vítimas. 

– Ataques vinculados a vírus, como malwares escondidos em sites, ou ainda pela Pharming, que são páginas falsas. Sim, existem fake pages na internet. Elas são especializadas em ter a aparência igual a de um serviço legalizado, porém a principal função é coleta de dados e lesão financeira das vítimas. 

Knevitz dá algumas dicas de como proteger os dados: 

– Sempre questionar ligações que oferecem recursos que você não solicitou; 

– Nunca clicar em anúncios como o famoso “clique aqui” piscando na tela; 

– Desconfiar se ao abrir um site ele pedir insistentemente para instalar um programa ou baixar algum arquivo; 

– Não usar senhas fáceis e repetitivas, assim como cuidar anúncios promocionais com valores muito abaixo do mercado sobre um determinado produto ou serviço; 

– Desconectar suas contas, quando terminar de usar um dispositivo coletivo; 

– Ter um bom antivírus para inibir tentativas de ataques virtuais aos seus dados, tanto locais quanto na nuvem, seja no celular ou computador; 

– Lembre-se: a internet é um lugar amplo de mais. Uma vez que seus dados estiverem lá, não terá volta caso uma falha de segurança aconteça. 

Por fim, Knevitz sinaliza cuidados nas redes sociais que podem contribuir para a exposição de informações que podem ser usadas contra os mais desavisados. “Hoje em dia é difícil filtrar as intenções de um usuário quando ele entra em contato com você na rede ou quando te adiciona. Assim como fake News, também temos os perfis falsos. Por isso, a precaução é muito válida. Obviamente que se você conhece o perfil vai aceitar, mas e aqueles que você não conhece?  

No Brasil, neste ano, foi sancionada a Lei 14.132/21 que classifica como crime o Stalking, prática de perseguição on-line e presencial. Mas todo cuidado é pouco. Postamos diariamente nosso modo de vida, assim como nos aplicativos de mensagens compartilhamos informações, vídeos, fotos e é por isso que precisamos ter cautela. Uma boa educação digital ajuda a reduzir o índice de criminalidade relacionada ao furto de dados”, finaliza Knevitz. 

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