Raras vezes, nos últimos tempos, os sapateiros da região viram condições tão favoráveis para um aumento real de seus salários quanto no atual momento. Foi o que passaram líderes sindicais da categoria no Vale do Paranhana, ouvidos nesta semana pelo Jornal Panorama para falar sobre a convenção coletiva (dissídio) que tem data-base neste mês de agosto. O principal argumento são as excelentes vendas que estariam sendo feitas pelas indústrias, refletindo-se em produção a pleno vapor e dificuldade até mesmo de mão de obra disponível em algumas cidades.
O percentual mais elevado está sendo apresentado em Parobé, onde o sindicato dos trabalhadores encaminhou, ainda no final de junho, proposta de aumento de 12% sobre os salários do mês passado, contando inflação de 4,4% e mais um aumento real. Em Três Coroas, o vice-presidente do sindicato dos sapateiros, Álvaro José Cruz, disse que a entidade formalizou pedido de reposição inflacionária acrescida de uma majoração de 7% nos salários dos trabalhadores. Em Igrejinha, a pretensão é de um aumento de 10% sobre os salários de julho.
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