Um dos casos mais polêmicos dos últimos anos, em Taquara, diz respeito à instalação da Estação Rodoviária Intermunicipal, na avenida Sebastião Amoretti. Como o Jornal Panorama revelou no ano passado, existe um processo em que a empresa proprietária do prédio pede a desocupação do imóvel. Na edição impressa de 5 de fevereiro, Panorama mostrou que foram negados recursos solicitados pela rodoviária para a manutenção do local.
Com isso, a Justiça de Taquara tomou medidas no processo que tramita no município, em despacho da juíza Cíntia Teresinha Burhalde Muá, divulgado na quinta-feira passada. Em primeiro lugar, a magistrada revogou o segredo de Justiça imposto à ação. Em seguida, afirmou que "não há qualquer embaraço jurídico que obste o prosseguimento do presente feito, a fim de que a parte ré proceda a desocupação do imóvel".
Mesmo assim, considerando o interesse público, tendo em vista que a desocupação afetará as operações do transporte intermunicipal, a juíza adotou cautela na determinação de desocupação voluntária, concedendo o prazo de 90 dias. Caso o imóvel não seja desocupado neste período, a ordem de despejo será cumprida.
Como se sabe, a empresa proprietária do imóvel defende a abertura de um acesso facilitado à rodoviária, com a instalação de semáforos na avenida Amoretti, pois entende que a medida facilitaria a transformação do local em um centro comercial. Sem a abertura deste acesso, entende que não há viabilidade econômica na manutenção do terminal. Desde o ano passado, a Prefeitura de Taquara mantém negociação com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a fim de resolver o impasse. Como se trata de uma rodovia estadual, a administração de Taquara precisa que o Daer autorize a realização dos acessos. O prefeito Tito Lívio Jaeger Filho já disse que, se for preciso, a Prefeitura assume os custos com a implantação destes acessos.


