Cultura e Lazer Geral
  REFORMA DO MARSUL

Secretaria da Cultura do Estado investirá R$ 1,5 milhão na reforma do Marsul em Taquara

Recursos são oriundos do programa Avançar na Cultura
Fotos: Cleusa Silva/Rádio Taquara

Na manhã desta segunda-feira (13), durante nova visita da secretária da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, Beatriz Araujo, Taquara recebeu mais uma boa notícia relacionada à Cultura do Município: o Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), que está fechado para visitação desde 2008, receberá o investimento de cerca de R$ 1,5 milhão na reforma de suas dependências.

A assinatura da ordem de serviço para início das obras de requalificação da instituição, vinculada à Secretaria da Cultura (Sedac), foi acompanhada pelo diretor administrativo da Sedac, Marcos Paulo da Luz, junto do assessor especial de Memória e Patrimônio da Sedac, Eduardo Hahn, do diretor do Museu, Antonio Soares, da prefeita Sirlei Silveira, do diretor municipal de Cultura de Taquara, Luciano Salvaterra, e do proprietário da empresa Toro Engenharia, Matheus Minatto.

Em entrevista à Rádio Taquara, logo após a assinatura do documento, a secretária Beatriz falou sobre o projeto de restauração do Marsul, que inclui também instalações elétricas e hidrossanitárias, além de recursos que serão destinados a uma nova exposição, contratação de serviços e aquisição de bens e materiais para a instituição.

“Hoje nós assinamos um contrato de R$ 1,442 milhão, aproximadamente, para que possamos empregar na reestruturação na parte predial do museu, que foi o que causou o seu fechamento, há 14 anos, e depois disso ainda vamos investir na parte de uma nova exposição, de longa duração, que será feito com um investimento total de R$ 1,575 milhões no nosso Marsul”, relata a secretária da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Para a prefeita Sirlei, a obra de reforma e reabertura da visitação do Marsul é tão importante para a região, assim como para o Município. Devendo ser feito um trabalho conjunto de divulgação, para que este projeto perdure também no próximo governo e, dessa forma, o Marsul possa ter um público permanente de visitadores e, no futuro, não volte a ser fechado.

“Estamos nos organizando para também usar os recursos do Avançar no Turismo, que tem muito a ver com cultura, e após essa obra de revitalização e reestruturação do Marsul, possamos trazer muitas pessoas para visitar o museu e essa região do Km 4. Olhando aqui, no entorno do Marsul, percebemos que temos muitas áreas para revitalizar e trazer o morador não só de Taquara, mas da região, para fazer visitações no museu e também usar esse espaço aqui que é maravilhoso, de uma natureza invejável”, destaca a prefeita de Taquara.

Considerando a obra do Marsul como a mais importante entrega da Sedac, em termos de instituição museológica, a secretária Beatriz relatou que, após a assinatura da ordem de serviço, há um prazo de até duas semanas para ser feita a instalação do canteiro de obras e então, de fato, iniciarem os trabalhos. A previsão é de que a obra seja concluída no próximo semestre.

Sobre o Marsul

Criado em 1966, o Marsul tem um dos acervos mais significativos do Brasil, composto majoritariamente por coleções oriundas de pesquisas em sítios pré-coloniais, com datações de até 12 mil anos atrás. São artefatos de grupos caçadores-coletores, pescadores-coletores do litoral, horticultores e também de sítios do período colonial.

Localizado no Km 58 da Estrada RS-020, o prédio foi construído em 1970, e tem valor arquitetônico por sua característica modernista brutalista, representativa de um período histórico em que ocorreu a profissionalização e a valorização da arqueologia no meio museológico nacional. O modelo construtivo da época, porém, não previa aspectos que se tornaram fundamentais com o decorrer do tempo, tais como a impermeabilização das lajes e das coberturas, para evitar infiltrações, por exemplo. Da mesma forma, não havia os padrões de acessibilidade exigidos atualmente.

Mesmo fechado para a visitação, o Marsul continuou recebendo pesquisadores e promovendo atividades sobre o patrimônio arqueológico. Em fevereiro de 2020, a instituição e o designer Cícero Moraes trabalharam na reconstrução facial forense do “Zé”, um esqueleto de indivíduo associado a um sítio arqueológico datado de aproximadamente 5 mil anos, integrante do acervo do Marsul.