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Secretaria da Saúde de Três Coroas divulga alerta sobre o aumento de mariposas hylesias

As mariposas apresentam cerdas no abdômen e, em contato com a pele, podem causar coceira intensa e evoluir para bolhas locais
Foto: Gabriela Ruellan/Wikimedia Commons

A Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social de Três Coroas tem recebido informações sobre a grande presença de mariposas do gênero Hylesia. O animal pode ocasionar o aumento de casos de dermatite alérgica, que podem ser causados pelo contato com a pele humana. 

De maneira geral, somente na forma larval – quando o animal está na fase de lagarta – é capaz de produzir efeitos sobre o organismo; as demais (pupa, ovo e adulto) são inofensivas. No entanto, as mariposas fêmeas adultas do gênero Hylesia (Saturniidae) apresentam cerdas no abdômen e, em contato com a pele, podem causar dermatite papulopruriginosa.

A espécie tem hábitos de final da tarde, e na fase de lagarta os acidentes são mais comuns. Os animais habitam matas ou locais com grande cobertura vegetal e são atraídas pela luz. Os acidentes com os animais adultos ocorrem no final do verão e início do outono. 

Quadro clínico

O quadro clínico, após contato com as cerdas das mariposas, inicia-se com coceira intensa nas primeiras 24 horas podendo evoluir para bolhas locais, persistindo por até 14 dias. Como medidas de prevenção, a população exposta deve manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas, limpar mesas e utensílios localizados abaixo de lâmpadas acesas com pano úmido e com as mãos protegidas com luvas. Também as roupas de cama devem ser colocadas em armários fechados e manipuladas com cuidado e as roupas colocadas ou mudadas na hora de deitar.

Medidas preventivas para a fase mariposa do animal

– Ao anoitecer, não acender as lâmpadas internas e externas das residências para evitar a atração; 
– Procurar manter portas e janelas fechadas durante o período noturno. 
– Se possível, telar as janelas; 
– Realizar a limpeza com um pano úmido nos móveis, para retirada de possíveis cerdas, até três vezes ao dia; 
– Quando as mariposas estiverem caídas, para retirá-las, evite varrer o local. Utilizar um pano úmido ou jogar água no chão, para evitar que as cerdas se espalhem; 
– Realizar a lavagem de paredes internas e externas para minimizar a postura da massa de ovos; 
– Se possível, trocar a roupa de cama todas as noites. Se não for possível, retirar roupa de cama ao levantar, e recolocá-la quando for dormir; 
– Se houver contato com a mariposa lavar a área atingida com água fria ou gelada e procurar a Unidade de Saúde mais próxima; 
– Se possível, capturar o animal, preferencialmente vivo, e levar para identificação no local do atendimento;
– Não aplicar álcool ou qualquer substância sem orientação médica.

Controle de infestação

O uso de inseticidas é contraindicado para controle das lagartas ou mariposas, pois o produto não é seletivo, eliminando outras formas de vida, inclusive seus predadores. Nos locais onde se pode fazer a catação manual, é a medida mais indicada. Sempre utilizando luvas e mangas compridas para proteção. Após a catação, eliminá-las.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre