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Secretaria de Desenvolvimento Social estuda projeto que visa coibir a ação dos pedintes em Taquara

Prefeitura tem identificado que nem todos os pedintes são moradores de rua

Uma das queixas de boa parte dos comerciantes da região central de Taquara, e dos pedestres que circulam por aquela área, é o crescente número de pedintes que ficam abordando as pessoas, alguns até de forma mais bruta, solicitando doações principalmente em dinheiro. Preocupada com essa situação, a prefeitura de Taquara está estudando um projeto que visa coibir esse tipo de abordagem.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Rafael Altenhofer, inicialmente está sendo feito uma espécie de censo dos moradores de rua, por uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), para identificar quem são, de onde vem, identificar suas famílias e, se for o caso, será ofertado passagem para o retorno a sua cidade natal, para o retorno a suas famílias.

“Contudo, não podemos proibir estas pessoas de circular, visto o direito constitucional de ir e vir. O que caberá ao nosso serviço é fazer um convite e a tentativa de conscientização, pois não temos o poder de polícia”, explicou Rafael.

O censo tem identificado também que os moradores de rua, que não são do município, normalmente vem em busca de emprego e acabam optando por Taquara, pelas facilidades que a cidade dispõe. E que, apesar da oferta de passagens, preferem ficar ou, quando aceitam, por vezes retornam ao município. Outros possuem famílias na cidade, mas escolhem esta vida por opção e, na grande maioria, os vínculos familiares estão rompidos em função do uso de álcool e/ou drogas.

Para auxiliar essas pessoas que vivem nas ruas, a prefeitura oferece os serviços do Albergue Municipal, que está aberto, mas sem moradores fixos. Para solicitar a pernoite no local é preciso comparecer ao CREAS, onde são acolhidas e recebem autorização para três pernoites, prazo este que pode ser renovado, caso seja do interesse dos moradores e do serviço, desde que solicite a renovação junto ao Centro de Referência.

A entrada no albergue é permitida após as 19h, onde os moradores de rua têm a sua disposição banho, roupas limpas e jantar. No outro dia, às 7h, levantam fazem sua higiene e recebem o café da manhã, e então devem deixar o local, que passa a ser preparado para a próxima noite.

O secretário Rafael informa ainda que a administração municipal tem recebido algumas queixas de comerciantes, que apontam também que os próprios moradores do Centro, ou vizinhos dos comércios, alimentam diariamente os moradores, o que acaba dificultando que eles aceitem o convite feito por parte da equipe técnica, para serem encaminhados ao albergue, ou mesmo retornem para suas famílias.

Outra questão que está sendo levantada pelo censo é a de que nem todos os pedintes são moradores de rua. Alguns possuem moradia fixa no município e usam deste expediente para pedir durante o dia e retornam para casa a noite. Dinheiro este que uns utilizam para alimentação e outros para sustentar vícios.

“Temos outro projeto em construção, que pode ser posto em prática em breve, caso tudo se encaixe, e que une forças da administração municipal com a segurança pública”, informou o Secretário de Desenvolvimento Social e Habitação de Taquara, sem dar mais detalhes, pois o projeto não está concreto ainda.