A Secretaria Municipal de Saúde de Parobé confirmou, nesta quarta-feira (2/8), a morte de uma jovem, de 18 anos, que contraiu meningite fúngica. Segundo a secretária Ana Elisa de Lima, o óbito ocorreu na última segunda-feira (31/7), no Hospital São Francisco de Assis.
A secretária informou que o governo do Estado foi notificado a respeito da morte. Por conta da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Secretaria de Saúde não pode divulgar o nome da paciente. Consultado, o Hospital de Parobé também informou que não pode se manifestar com dados de pessoas que passaram por tratamento na casa de saúde. A Rádio Taquara também respeita a legislação sobre o assunto e não tratará do caso com a exposição de nomes.
A Secretaria de Saúde de Parobé, entretanto, reforça que a meningite fúngica não é transmissível de pessoa para pessoa. “A meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos”, explica Ane Caroline Kirsch, enfermeira da Vigilância em Saúde de Parobé.
Saiba mais sobre a meningite fúngica
O site Tua Saúde explica que a meningite fúngica é uma doença infecciosa causada por fungos, que se caracteriza pela inflamação das meninges, membranas que se localizam em torno do cérebro. Tem como sintomas principais dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos.
“Este tipo de meningite é muito raro, mas pode ocorrer em qualquer pessoa, principalmente naquelas que possuem o sistema imunológico mais debilitado. A meningite fúngica pode ser causada por diferentes tipos de fungos, sendo mais comuns os da espécie Cryptococcus”, explica o site.
No mesmo material, o site especializado em assuntos de saúde reforça que a meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. “Isso porque a contaminação acontece por meio da inalação dos esporos dos fungos liberados no ambiente”, explica.
Outros tipos de meningite
Meningite bacteriana
Entre as meningites bacterianas, a Doença Meningocócica (DM) continua sendo o principal objetivo da vigilância das meningites, em função da morbimortalidade e da transcendência da doença.
Doença Meningocócica (DM)
A doença meningocócica é causada por uma bactéria que possui diversos sorogrupos, classificados de acordo com o antígeno polissacarídeo da cápsula. Os mais frequentes são o A, B, C e o Y e W. A transmissão ocorre através do contato direto pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes.
Em crianças acima de 1 ano e adultos, os principais sintomas são: febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez de nuca, convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo. Em crianças abaixo de 1 ano, os sintomas podem não ser tão evidentes.
Meningite viral
As meningites virais são aquelas causadas por vírus e, em 85% dos casos os enterovírus são responsáveis pela doença. É caracterizada por um quadro clínico com evolução autolimitada e benigna. Não há tratamento específico, geralmente requer apenas a terapia de suporte. As manifestações clínicas assemelham-se às viroses em geral.
Medidas de prevenção e controle
A principal medida de controle a ser desencadeada nas Doenças Meningocócicas (DM) para reduzir o contágio e, consequentemente, o número de casos, é a notificação e investigação oportuna da suspeita para a pronta administração da quimioprofilaxia aos contatos próximos do caso suspeito.
Em situações específicas de surto de DM, pode ser considerada a vacinação, desde que o sorogrupo que está causando o surto seja conhecido e se tenha a vacina disponível. A decisão de vacinação em um surto é acordada entre as três esferas de governo.
Outras medidas importantes são:
- Higienização das mãos;
- Higienização do ambiente;
- Ventilação do ambiente;
- Cuidado com os alimentos.


