ROLANTE – O governo do Estado deve ao município R$ 258.584,04, referentes a pendências entre os meses de junho a dezembro de 2014. A promessa é de que a dívida seja paga, contudo, não há data definida para isso. Outros R$ 85.897,02 relativos aos repasses de abril e maio ainda não foram depositados nos cofres da administração rolantense.
Os recursos deveriam custear a manutenção dos programas de incentivo da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Farmácia Básica, Oficina Terapêutica e Faturamento SIA/SUS. Esses serviços são mantidos graças ao remanejamento de recursos próprios do município que são tirados de outras áreas. O secretário de Saúde de Rolante e vice-prefeito da cidade, Régis Luiz Zimmer, conta que a gestão estadual informou que manterá os repasses em dia a partir deste ano. Contudo, pagamentos fora da data combinada têm ocorrido. “Não há uma questão definida. Algumas coisas nos passam integrais, outras parciais”, salientou.
A Fundação Hospitalar de Rolante preferiu não se manifestar sobre os atrasos de repasses do Estado à entidade. Conforme o diretor-executivo, Flaubiano Lima, na próxima segunda-feira, dia 6, será realizada audiência pública com o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, em Porto Alegre, momento em que discutirão, entre outras coisas, a questão dos recursos pendentes para as casas de saúde filantrópicas.
Recursos da Prefeitura para ajudar nas despesas em Riozinho
RIOZINHO – A crise não escapa nem ao menor município da região. O governo do Estado reduziu de R$ 11 mil para R$ 9 mil os repasses para o Hospital Nossa Senhora do Rosário, desde o mês de maio. Não foi comunicada a redução nem os motivos da ação para a entidade riozinhense. Ainda com o valor antigo, era impossível manter a casa de saúde. A administradora do Hospital, irmã Inês Ana Gregorek, conta que necessitam de ajuda da Prefeitura para prosseguirem com os atendimentos. Sai do bolso da administração municipal o pagamento do plantão médico 24 horas e outros serviços. Ao total, são cerca de R$ 75 mil ao mês vindos da Prefeitura. Irmã Inês conta que a entidade tem ajuda dos Amigos do Hospital, auxílio da comunidade e de empresários, que repassam quantias em dinheiro. Também buscam recursos com a congregação Filhos de São Camilo, responsável por ajudar a manter o hospital.
Matéria publicada na edição impressa de 03/07/2015.


