Com o recrudescimento da pandemia, o aumento do número de casos na região e, também, de óbitos, multiplicaram-se, nos últimos dias, postagens nas redes sociais cobranças em relação à adoção de “tratamento precoce” para a Covid-19. A reportagem da Rádio Taquara encaminhou questionamento à Secretaria Municipal de Saúde sobre o tema. A titular da pasta, Ana Maria Rodrigues, enfatizou que, neste momento, no Centro Covid, “não estamos realizando apenas tratamento precoce, estamos realizando diagnóstico precoce e tratando de acordo com o diagnóstico”. A secretária enfatiza que os procedimentos seguem as normas técnicas de testagem e medicamentos conforme a fase da doença.
Uma das principais polêmicas em relação ao chamado tratamento precoce é ao uso de medicamentos. Dois deles, dos mais citados nas postagens, segundo a secretária, constam na relação de drogas à disposição no Centro Covid. Trata-se da azitromicina e da ivermectina. Além disso, Ana Maria relacionou outros medicamentos disponíveis: acetilcisteína; prednisona; loratadina; salbutamol spray; tamiflu; metoclopramida; paracetamol; dipirona; ibuprofeno; sais de hidratação; amoxicilina – tanto adulto quanto pediátrico.
Outro medicamento muito citado no que diz respeito ao “tratamento precoce” é a cloroquina. A secretária enfatizou que o município solicitou ao governo federal a disponibilização do remédio para oferecer no Centro Covid. Todos os medicamentos só são entregues por receita médica. “Somente o médico pode prescrever e a partir do que ele, enquanto profissional na consulta individual com o paciente, na anamnese, vai verificar: individualidade do paciente, comorbidades, estágio da doença, dias de sintomas, fase da doença”, explicou Ana Maria. Além desses medicamentos, a secretária frisou que foi encaminhado um pedido de compra de outros remédios: Ceftriaxona, Levofloxacino e Dexametasona.
No que se refere ao diagnóstico precoce, a secretária Ana Maria esclareceu que a pasta está utilizando testes rápidos do tipo antígeno para agilizar e os pacientes não precisarem esperar muitos dias para o resultado do exame, visto que este tipo demora de 15 a 20 minutos para o resultado. “Evitando, assim, que este paciente fique no aguardo de cinco a 10 dias por um resultado de coleta deste exame, que vai para o Lacen [Laboratório Central do Estado], forma de testagem anterior. O teste de antígeno é um exame imunológico rápido, que avalia a proteína viral do SARS-CoV-2 [coronavírus] no organismo. O resultado poderá diagnosticar a infecção viral atual e isso também foi uma estratégia adotada pela SMS [Secretaria Municipal de Saúde] para agilizar os resultados bem como tratamento e medicação”, explicou a secretária.


