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Seguem as negociações do dissídio dos sapateiros em Parobé

Assembleia dos sapateiros manteve em aberto a discussão com a entidade patronal.

Após reuniões sem nenhum acordo, o Sindicato dos Sapateiros de Parobé seguirá em negociação com o Sindicato Patronal para o dissídio de 2018. A decisão foi tomada após assembleia geral realizada no sábado (1º). Com a categoria reunida, a diretoria do sindicato que representa os trabalhadores e trabalhadoras da indústria calçadista apresentou os principais pontos já debatidos com a entidade patronal.

Sandro Fagundes e João Pires conduzem negociações em Parobé. Divulgação/Eduarda Rocha

Conforme o presidente João Pires, não há uma concordância com que está sendo oferecido e o que é justo que os trabalhadores recebam. “Nós estamos buscando um resultado que ajude em uma melhor qualidade de vida para estes funcionários que se dedicam diariamente nas fábricas de calçado”, destacou. Neste ano, a categoria pede o reajuste de 3,61% (inflação) e o aumento real de 5%. Cidades como Campo Bom e Novo Hamburgo já alcançaram números parecidos com as devidas negociações.

Além de não concordar com estes números, o patronal também questiona alguns pontos definidas na convenção coletiva, como o pagamento do 13º salário. “Inclusive propuseram o parcelamento deste benefício, algo que foi prontamente negado pelo sindicato”, salientou o secretário, Sandro Fagundes. Com a aceitação da categoria quanto à continuidade das negociações, o Sindicato dos Sapateiros deverá se reunir novamente com o patronal ainda nesta semana.