Perfil

Sérgio Bernardes

Aos 54 anos, o taquarense Sérgio Bernardes é o atual presidente do Taquara Automóvel Clube. Também é proprietário da Serralheria Irmãos Bernardes, localizada no bairro Santa Teresinha. É casado com Adriana Eltz e pai de Sérgio Júnior, 20 anos, Pablo, 18, e Maria Eduarda, 12.

Começando pelo TAC. Como é, para você, presidir o clube?
Pode parecer estranho dizer isso, mas é normal, tranquilo. Digo isso porque é algo bastante simples, basta ser sério e ter bons parceiros para que todos trabalhem em conjunto e somem ideias. Também é gratificante, pois através deste trabalho podemos ajudar entidades que se beneficiam com o clube, como algumas escolas, além da própria cidade em si.

E sua trajetória profissional. Como aconteceu?
É uma história cheia de idas e vindas. Em 1979 eu trabalhava em uma empresa de calçados, no setor de almoxarifado, mas não gostava. Um dia tinha um cara trabalhando ali com soldas, e aquilo me prendeu a atenção. Achei interessante e, com seis meses de empresa, mudei de ramo para trabalhar na Metalúrgica Taquarense. Ali permaneci por cerca de três anos, quando decidi trabalhar como vendedor de motocicletas, também em Taquara, atuação que mantive por mais três anos. Depois, acabei indo trabalhar no balcão de uma farmácia e, passados outros três anos, voltei para as motos, trabalhando como vendedor da Agrale. Mais tarde o mercado enfraqueceu e tive novas passagens pela farmácia e serralheria. Então decidi tentar a vida no garimpo, e me mudei para Rondônia trabalhar na extração no Rio Madeira. As coisas não deram muito certo e voltei cerca de um ano depois. Passados alguns meses, montei a empresa junto de meus irmãos Luis Paulo (já falecido) e Paulo Ricardo, o Cadu, que também estavam no garimpo.

Como é seu relacionamento com o automobilismo e motociclismo?
Gosto de ambos, mas sou mais das motos. Aliás, gosto delas desde cedo. Lembro que quando eu era pequeno já admirava as Lambrettas. Quando tinha 17 anos comprei a minha primeira, uma CB 125 e não parei mais. Visitava muitos encontros de motociclistas pelo Rio Grande do Sul e estados vizinhos e, inclusive, fui membro do Águias do Asfalto durante um tempo.

Como você se define?
Uma pessoa que acredita que se é para se fazer algo, que faça bem feito. Também que se esforça para ser o melhor para os outros.

O que lhe tira do sério?
As pessoas que dizem que algo é impossível antes mesmo de tentar.

O que gosta de fazer em seu tempo livre?Andar de moto.

Em seu rádio, o que toca?
Depende do dia, mas gosto de muito de música gauchesca e sertanejo de raiz. Mas também tenho meus dias e discos de Roberto Carlos, Pink Floyd, Led Zeppelin.

Um filme: Não tenho uma obra em específico, mas sim um gênero. Gosto muito dos tradicionais bang bang’s.

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