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Servidores municipais realizam protesto contra reajuste de 0,46% proposto pelo prefeito de Parobé

“O servidor público não precisa de esmola, ele precisa de respeito”, reforça Márcia Bones, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Parobé (Asmup)
Fotos: Maicon Bora

Na manhã desta sexta-feira (24), um grupo de servidores municipais se reuniu em frente à Câmara de Vereadores de Parobé, em protesto contra o reajuste dos servidores, proposta enviada à câmara pelo prefeito Diego Picucha, e que prevê um reajuste de 0,46% para servidores, pensionistas, prefeito, vice e secretários. A manifestação iniciou por volta de 8h, antes da sessão agendada para ocorrer às 10h30min.

Além do percentual, considerado baixo, os servidores municipais de Parobé também reclamam sobre a forma como o projeto de reajuste está tramitando, principalmente sobre a falta de diálogo com o prefeito Picucha.

Enquanto aguardava o início da votação, a professora Márcia Bones, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Parobé (Asmup), explicou que o manifesto tem o objetivo de sensibilizar os vereadores para que sejam contrários a “irrisória reposição de 0,46% ofertada pela administração municipal”, já que existem pontos do projeto que não estão bem explicados.

“Isso não tem cabimento. Em nenhum momento nós fomos chamados para um diálogo, para uma explicação. Tem situações do projeto que não estão bem claras, a gente não concorda e não compreende o porquê desses índices, mas a resposta que nós tivemos é que é o CPF dele que está na reta e é ele que manda. Então, a categoria se reuniu hoje, aqui na frente da Câmara, para solicitar aos vereadores que não aprovem o projeto. O servidor público não precisa de esmola, ele precisa de respeito”, reforça a presidente da Asmup.

Em entrevista ao Jornal NH, o prefeito de Parobé afirmou que a administração municipal trabalha com a perspectiva de queda na arrecadação para 2023.

“Não seria possível dar um índice maior sem comprometer os investimentos e a prestação de serviços”, afirma Picucha.

E sobre a falta de diálogo, reclamação feita pelo sindicato dos servidores, o prefeito explica que a conversa não faria diferença na proposta.