Sete escolas de Taquara registram casos da doença ‘mão-pé-boca’

Secretaria de Educação alega estar acompanhando a situação e orientando pais e responsáveis das crianças
Publicado em 23/09/2021 16:58 | Atualizado em 23/09/2021 17:07 Off
Por Cleusa Silva
Foto: Divulgação/Prefeitura de Cuiabá

Causada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo, a doença “mão-pé-boca” é uma enfermidade contagiosa que acomete principalmente as crianças, antes dos cinco anos de idade, provocando lesões nessas regiões descritas pelo seu nome. Muito comum no verão e no outono brasileiro, a doença já apareceu em sete escolas da rede municipal de Taquara.

Os sintomas, que na maioria dos casos são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum, são febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital; mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia; além de dificuldade para engolir e muita salivação, em razão da dor.

Procurada por uma ouvinte da Rádio Taquara, que é avó de dois alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Tia Paty, no bairro Santa Rosa, nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece), que confirmou a contaminação de 25 estudantes de cinco escolas de educação infantil e duas do ensino fundamental.

Conforme a secretária de Educação de Taquara, Carla Silveira, além deste período do ano ser mais propício para a proliferação do vírus, a retomada das aulas presenciais também contribuiu para o aumento de casos, o que, segundo ela, está ocorrendo também nas outras cidades do Vale do Paranhana.

“Eu tenho conversado com outros secretários de Educação, nas reuniões que realizamos da Ampara [Associação de Municípios do Vale do Paranhana] e todos os municípios estão passando por isso também, até pela questão da chegada da primavera, então essas viroses vem mais à tona”, esclarece Carla.

Para evitar a propagação da doença, em Taquara foi adotado o critério da sanitização, mesmo em escolas que apresentaram um ou dois casos, e a aplicação do produto de higienização está sendo realizada pela equipe da Defesa Civil. Além disso, os pais e responsáveis dos meninos e meninas com suspeita da doença estão sendo orientados a, caso a criança não tenha acompanhamento de um médico pediatra, a procurarem atendimento no Posto Piazito.

“Estamos com uma parceria com a secretaria de Saúde, através do Piazito, e quando os pais não tem pediatra particular nós fizemos o encaminhamento direto para eles serem atendidos. Estamos tratando com total transparência esses casos. Nossa secretaria tem um grupo de WhatsApp com todos os diretores e vamos nos informando, trocando ideias, dessas situações que, na verdade, em temos todos os anos, pois às vezes surge aquela virose intestinal. Estamos atentos e tratando esses os casos com todos os protocolos possíveis”, tranquiliza a secretária de Saúde de Taquara.

De acordo com a secretária Carla, até o momento já foram registrados sete casos da doença mão-pé-boca na EMEI Tia Paty, três na EMEI Vovó Arlete, um na EMEF Antônio Martins Rangel, um na EMEI São João Batista, um na EMEI Alice Maciel, dois na EMEF Lauro Müller e nove casos na EMEI Vovó Domênica.

Como o período de incubação da doença mão-pé-boca oscila entre um e sete dias, e a contaminação se dá através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então do compartilhamento de alimentos e de objetos contaminados, os alunos que tem apresentado os sintomas também precisam permanecer em casa até que desapareçam os sintomas, já que ainda não existe uma vacina contra a doença mão-pé-boca.

Da mesma forma que ocorre com outras infecções por vírus, a doença mão-pé-boca regride espontaneamente depois de alguns dias. E enquanto os sintomas são tratados  o ideal é que a criança permaneça em repouso, tome bastante líquido e tente se alimentar, mesmo com a dor de garganta.

>> Deixe sua opinião: