Pelo que percebo, as Sextas-Feiras Santas nem santas mais são. É o que concluo da experiência que tive neste último feriado, na madrugada de quinta-feira para sexta, quando uma turba se reuniu junto a um posto de gasolina e, não sei por qual razão, escancarou o som dos porta-malas, fazendo tremer tudo dentro de casa. Isso começou pelas nove da noite e foi madrugada adentro. Apenas sei que um pouco antes das três me obriguei a tomar remédio para dormir, coisa antinatural que não gosto de fazer, pois de nada adiantaria passar o que era para ser um gostoso feriado em casa com os familiares caindo de sono – infelizmente foi o que me aconteceu. Daí perguntam: “Por que não foi ler, olhar TV?” E dava? Dava pelo alto volume do troço, pela cabeça da gente girando? Mas, antes de “dormir”, ainda havia ligado para a Brigada e me responderam bem assim: “Meu amigo, para nós isso não interessa, tem que preencher um formulário que depois vai pro Fórum, etc, etc”. Polícia não é para proteger, para servir? É perturbação pública tal ato de desrepeitoso barulho, e a polícia tem poder de multa e apreensão sim, se um cidadão der queixa.
E se fosse alguém com sérios problemas no coração, alguém de idade? Teria tal pessoa que ficar aguentando o barulho a noite toda? Aí eles respondem: “Mas só o senhor está reclamando!” Claro, ninguém mais reclama porque todos sabem que, quando buscam ajuda, não há resultado imediato, tudo vai para a desculpa da burocracia e, assim, quem realmente tem o poder de nos representar diante de tais arruaceiros nos deixa na mão. E os cartazes para controlar alto volume sonoro nos postos de gasolina servem para quê?
Peço que a Brigada e o poder público se manifestem, respondam a mim e a muitos cidadãos que esperam respostas (não aquela de “se vira cidadão, vai procurar a burocracia”) sobre o problema do excesso de barulho. Falem por este órgão de imprensa o que se deve fazer, deixem isso bem claro, que leis há e que leis é preciso fazer para que se controlem esses absurdos.
Se toda vez que houver feriado, acontecer a bagunça que ocorreu perto da minha casa, então é melhor que não haja mais feriados. Feriado é para curtir junto com os entes queridos, o que não significa incomodar, se incomodar e nem passar o dia de ressaca.
Luiz F. Haiml
Esta postagem foi publicada em 9 de abril de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


