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Show de Almir Sater na Faccat encanta fãs de Taquara e região

Espetáculo teve duração de 1h30min
Fotos: Claucia Ferreira/Faccat

Realizada na noite de domingo (20), no Centro de Eventos das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), o show do cantor e compositor Almir Sater encantou fãs de Taquara e região, reunindo um público de diversas faixas etárias.

“É muito bom tocar para quem ouve com atenção, que se emociona. Foi muito bom fazer o show em Taquara. Conseguimos unir gerações num mesmo espaço. Isso não é fácil e nós conseguimos”, comenta o cantor.

Subindo ao palco pontualmente às 19h, Almir Sater emocionou a plateia, apresentando suas principais canções, como “Jeito de Mato”, “Trem do Pantanal”, “Chalana”, “Cabecinha no ombro”, “Tocando em frente”, “Boiada”, “Um Violeiro Toca”, “Ando devagar” entre outros grandes sucessos, que contagiaram a todos, num espetáculo com duração de 1h30min.

Aos 73 anos, a aposentada Marlene Amaral, de Taquara, comenta que o show foi um grande presente.

“Eu amei o show. Tudo foi maravilhoso. A música embala a gente, faz a gente voltar às raízes. Foi divino. Uma grande oportunidade que não dava para perder”, comemora dona Marlene.

Já sua conterrânea, Sandra de Freitas, de 39 anos, também destaca a oportunidade de assistir ao show ao vivo.

“Ele é encantador. Admiro ele pelo cantor que é e pelas novelas que fez. É um grande artista”, conta emocionada.

Rádio Taquara leva fã ao show do cantor

Após uma promoção realizada em suas redes sociais, a Rádio Taquara FM 105.9 levou uma fã, com direito a acompanhante, para assistir ao show do cantor no Centro de Eventos da Faccat. A grande vencedora foi Maria Boeira, que levou sua filha, Angela Boeira, como acompanhante.

A emoção da ouvinte, que também contou com a companhia da neta Bruna Boeira, foi registrada por Vanessa Wagner, diretora da Rádio Taquara.

Conheça Almir Sater

Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Almir Sater começou a tocar violão aos 12 anos. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar Direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no Largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira.

Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre. Voltou para Campo Grande e formou, com um amigo, a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979, resolveu tentar a sorte em São Paulo, na Capital, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno.

Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões.

Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que, durante três meses, percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a música do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais – cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés – com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.

Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.

Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas, como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro (gravada por Renato Teixeira), estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela A história de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música.

Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo, da novela O Rei do Gado, da TV Globo. Almir Sater também participou do recente remake da novela Pantanal, exibido pela Globo, interpretando o chalaneiro Eugênio.