
Dirigentes de sindicatos de trabalhadores da região realizaram encontro, na última sexta-feira, em Três Coroas, para debater os impactos da reforma trabalhista. Na ocasião, o diretor de Assuntos Econômicos da Nova Central Sindical, José Reginaldo Inácio, disse que as mudanças não beneficiam o trabalhador nem a população. “Beneficia apenas uma elite econômica, o capital financeiro e rentista”, resumiu.
Segundo ele, a mudança aprovada precariza e viola direitos consolidados, tornando legal “a prática de crimes contra o trabalhador”. Para Reginaldo, não se trata de uma reforma trabalhista, mas de uma deformação da estrutura do trabalho. Participaram da reunião sindicalistas do Vale do Paranhana e filiados à Nova Central Sindical de Trabalhadores.
No encontro, foram discutidas questões como negociações entre empresas e trabalhadores, que, pela norma, prevalecerão sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo de almoço, plano de cargos e salários e banco de horas. E analisadas regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que poderão ser negociadas entre empregadores e empregados e, em caso de acordo coletivo, passarão a ter força de lei.


