A Sociedade 5 de Maio (foto), fundada há 126 anos por imigrantes alemães, conta hoje com um quadro social considerado baixo pela diretoria, que busca preservar a história de sua sede com reformas que procuram manter as características originais do prédio.
Com a vida precária dos colonizadores, não havia tempo para atividades sociais, restando apenas realizar atividades religiosas e casamentos. No dia 5 de maio de 1886, um grupo formado por 24 cidadãos criou a Sociedade, então presidida por Jorge Fleck. No início, os integrantes, basicamente cantores e músicos, se apresentavam em casamentos e festividades, sob a direção do pastor Rodolfo Dietschi, e não possuíam recursos para alugar um local destinado à realização de reuniões. Então, o ecônomo João Antoni cedeu sua residência para os primeiros encontros. Aqueles que, porventura, deixavam de comparecer na hora de canto, pagavam uma multa de 200 réis.
Com o aumento do número de novos membros em seu quadro social, a diretoria então decidiu cobrar uma joia no valor de cinco mil réis, além de uma mensalidade de 500 réis. Em abril de 1888, a Sociedade recebeu sua nova bandeira, que veio diretamente da Alemanha. Para festejar a chegada da nova bandeira, em substituição à velha, foi realizada uma festa no Morro do Leôncio, próximo ao Colégio Santa Teresinha, no local chamado Cachaçaberg.
Atualmente, na gestão de Georgino Viacava, a diretoria busca alternativas para compensar o baixo quadro social, com a realização de bailes e domingueiras, além do aluguel do espaço para festas e aniversários. Os participantes dos bailes realizados aos domingos concorrem a uma moto Honda CG 150, que será sorteada no próximo dia 8 de julho. De acordo com a secretária Maria Jung, as domingueiras são dirigidas ao público jovem. Para a terceira idade, os bailes acontecem nas quintas-feiras, sempre com início às 14 horas.


