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Atleta taquarense participará da Paraolimpíada do Rio na esgrima em cadeira de rodas

TAQUARA – A Paraolimpíada do Rio, que inicia no próximo dia sete, contará com a participação da taquarense Suelen Mendes

TAQUARA – A Paraolimpíada do Rio, que inicia no próximo dia sete, contará com a participação da taquarense Suelen Mendes Rodolpho, que viajou na quarta-feira para a capital carioca. A jovem, de 24 anos, é uma das sete esgrimistas em cadeira de rodas que integram a comissão brasileira deste esporte no evento.

 

A convocação foi uma surpresa para Suelen, chamada para participar dos jogos no último domingo. Desde então, tratou de arrumar as malas e iniciar os preparativos para a viagem. Será a primeira vez dela em uma Paraolimpíada. Antes disto, esteve na Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas, na Polônia, em 2013, quando conquistou prata, e na edição deste mesmo evento em 2014, na Alemanha, ao ganhar o bronze.

 

O esporte surgiu na vida de Sulen há cerca de sete anos. Enquanto aguardava por uma consulta em um hospital de Porto Alegre, a taquarense recebeu o convite para conhecer a esgrima. Os treinos eram realizados no Grêmio Náutico União, mas diminuíram a partir do nascimento da primeira filha de Suelen, a Laura, que completará dois anos no dia 17 de setembro. A pequena, aliás, embarcará para o Rio, para acompanhar, ao lado da avó e da tia maternas, a participação da mãe.

 

A oportunidade de participar da Paraolimpíada será um marco na vida de Suelen. Ela explica que, em razão das punições à delegação russa, banida do evento no Rio pelos flagrantes de doping, houve ofertas de vagas às comissões de outros países, entre eles o Brasil. Ao lado dos técnicos Eduardo Nunes e Alexandre Teixeira, Suelen terá provas no dia 13, na modalidade espada feminina, e no dia 14, na florete feminino. Ela ainda disputará na categoria por equipes, ainda sem data definida.

 

Superando as limitações

A deficiência física de Suelen não a impede de brilhar no esporte. Já conquistou 44 medalhas entre ouro, prata e bronze em eventos nacionais e internacionais. Natural de Taquara, ela nasceu com má formação na coluna.

 

Desde que se encontrou com a esgrima, Suelen conta que a vida passou a ganhar novos horizontes. Em cada viagem pelo esporte, conhecia novas pessoas, fazia amizades e voltava para casa cheia de histórias, além das medalhas. Os treinos também favoreceram para o condicionamento físico dela, como lembra.

 

Quando tinha 20 anos, começou a faculdade, mas teve que trancar a graduação em razão das viagens para competir. O esporte exigia dedicação e empenho para participar dos campeonatos. “Tive oportunidade de conhecer outros países, outras culturas. Sem o esporte, provavelmente não teria saído do estado”, conta ela, que tem como inspiração Jovane Guissone, primeiro brasileiro a ir a uma paraolimpíada pelo Brasil, em Londres, em 2012, retornando com o ouro.

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