
Alan Júnior / Jornal Panorama
Pelo segundo dia consecutivo, a rua Guilherme Lahm, no Centro de Taquara, está com tráfego interrompido no trecho entre a 17 de Junho e a avenida Sebastião Amoretti. O motivo é a superlotação de celas na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, o que levou a custódia de detentos em frente à repartição policial. Devido ao risco por conta dessa medida, os policiais decidiram fechar a rua.
Policiais civis e militares informaram que, nesta terça-feira (27), por volta de 15 horas, ainda havia 10 presos na DPPA de Taquara e um adolescente. Seis deles estão nas celas e os demais nas viaturas em frente à DP. A lotação máxima da DPPA é de seis presos. Por isso, é necessária a abertura de vagas em presídios para que os que estão atualmente custodiados sejam transferidos às casas prisionais.
Os policiais divulgaram, nesta terça-feira, um texto expondo a situação. Diz o conteúdo: “Viaturas abarrotadas de presos de alta periculosidade, sob custódia, em via pública; carceragem da delegacia com a capacidade máxima atingida; rua sendo interditada para debelar o risco de resgate de criminosos ou até mesmo execução por parte de facções rivais e, nesse caso, com um inevitável confronto armado na região central da cidade. Não, não estamos falando de Porto Alegre, Novo Hamburgo ou São Leopoldo, mas de Taquara”.
O texto prossegue: “Quanto mais policiais estiverem deslocados de suas atribuições, embaraçados com custódia de presos, menos policiais estarão nas ruas inibindo a prática de crimes e menos crimes serão investigados e elucidados. É a lógica pura e simples. E quem sofre com essa disfunção sistêmica estatal – derivada de uma estarrecedora apatia política! – é a sociedade, os contribuintes, as pessoas de bem”.
O material finaliza: “Não dá mais para tapar o sol com a peneira, a situação precisa ser resolvida. Sequestro, rapto, execuções, etc. Taquara não era assim. No entanto, se a sociedade taquarense não se envolver direta e urgentemente, pressionando os agentes políticos, cobrando-lhes uma solução imediata para o problema, a tendência é trilharmos o mesmo caminho de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Alvorada, etc. Lugar de preso é no presídio”.


