Polícia

Suspeito de ser mandante da morte de Paula Gislaine tem prisão preventiva decretada

O homem está na Penitenciária Modulada de Montenegro, onde aguarda julgamento
Paula Gislaine, 32, foi encontrada morta no Rio dos Sinos, em Parobé.
Foto: Arquivo da família

O homem de 49 anos, preso temporariamente, acusado de ter sido o mandante da morte de Paula Gislaine Martins Pacheco, de 32 anos, teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva, nesta sexta-feira (4). Agentes da delegacia de Taquara, cumpriram o mandado de prisão temporária no último dia 10 de setembro, na residência do acusado, na rua Presidente Vargas, no bairro Guarujá, em Parobé. O acusado foi identificado como Renato Jorge Adanski, que nega o crime. Sua defesa sustenta que a prisão ficará identificada “como um dos maiores erros do Judiciário gaúcho” (veja íntegra da nota ao final da reportagem).

De acordo com a delegada da Polícia Civil de Taquara, Rosane de Oliveira, responsável pelo caso, o homem está preso na Penitenciária Modulada de Montenegro e o inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário, no prazo de 10 dias. Paula Gislaine, foi encontrada morta junto ao Rio dos Sinos, na tarde do dia 27 de agosto, em Parobé. Ela havia sido sequestrada por homens encapuzados, exatamente uma semana antes de sua morte.

Na manhã de quarta-feira (2), a Polícia Civil de Novo Hamburgo, com o apoio de agentes de Taquara, prendeu um homem, de 20 anos, acusado de participar da execução. O indivíduo tem várias passagens por homicídio e saiu da Fase/Case, no início desse ano, onde cumpria medida sócio educativa pelo crime de homicídio. Os policiais chegaram até ele, após receberem uma denúncia anônima relatando que o acusado estaria dizendo ter sido ele quem deu o tiro em Paula.

O preso é acusado de participar da morte de Paula e tem várias passagens por homicídio.
Foto: Divulgação / Polícia Civil

O que diz a defesa

Os advogados Tiago Botene, Ademir Campana e Romulo Campana, que defendem Renato Adanski, divulgaram uma nota, que segue na íntegra. “Renato e Paula tiveram apenas um desentendimento há mais de cino anos. Não há nos autos sequer uma única testemunha ouvida em sede policial que tenha referido qualquer briga ou sequer discussão entre Renato e Paula. Renato somente tomou conhecimento de que teria seu nome citado na investigação em um programa de TV, razão pela qual já antes mesmo de ser intimado a depor já inclusive havia entrado com ação de danos morais contra a Record [emissora que divulgou reportagem sobre a investigação]. Restará, e logo, provado que Renato jamais teve qualquer envolvimento nos fatos, e com toda certeza ficará gravado como um dos maiores erros nos anais do Judiciário gaúcho”.