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Polícia divulga cronologia do caso em que adolescente planejou morte dos pais

Estão tendo sequência os trabalhos de investigação da Polícia Civil em relação à tentativa de triplo homicídio registrada na localidade

Estão tendo sequência os trabalhos de investigação da Polícia Civil em relação à tentativa de triplo homicídio registrada na localidade de Linha Café, no interior de Três Coroas, na quinta-feira passada. O crime envolve a própria filha das vítimas, uma adolescente de 17 anos, que confessou ter participado do planejamento para a morte do seu pai, de 49 anos, mãe, de 42 anos, e irmão de 19 anos. Todos os envolvidos no crime estão detidos, os dois maiores de idade por prisão preventiva e os menores recolhidos ao Centro de Atendimento Sócio-Educativo.

 

As revelações ocorreram em coletiva de imprensa realizada na Delegacia Regional de Gramado, com a participação dos delegados Ivanir Caliari, que está à frente do caso, e Elisângela Reghelin, responsável pela regional. Segundo a cronologia do crime, em setembro de 2014, os suspeitos se conheceram num evento religioso realizado em Igrejinha. Em outubro do ano passado, houve um novo congresso, da mesma religião evangélica, que estreitou os laços da família da jovem com os suspeitos. Inclusive, houve permissão para um adolescente de 15 anos e o homem de 37 anos presos pernoitarem na residência das vítimas.

 

Em novembro de 2014, a relação se estremeceu, uma vez que a família da jovem recebeu a informação de que ela teria mantido encontros às escondidas com os dois suspeitos O casal pai da garota proibiu então os encontros, mas ela continuou mantendo contatos com os acusados através de mensagens e encontros na saída da escola. A garota manteve os vínculos principalmente com o homem de 37 anos.

 

Em julho desde ano, a adolescente fugiu de casa e ficou sete dias fora. Ela voltou ao convívio familiar após ter sido levada até a Delegacia de Polícia de Três Coroas pelo homem de 37 anos. Na terça-feira da semana passada, a garota compareceu à DP três-coroense, registrando que estava sendo vítima de ameaças por parte dos seus pais. Contudo, no áudio entregue à Polícia, os agentes não constataram as ameaças que a garota disse ter sofrido.

 

Na quinta-feira, por volta de 1 hora, três homens invadiram a residência, com faca, canivete, martelo e machado e foram para os quartos do casal e do irmão mais velho da adolescente, passando a agredi-los. O pai da garota conseguiu desarmar o acusado de 37 anos que fazia as agressões, e lutaram com os suspeitos, que acabaram sendo agredidos também. A garota não foi agredida, mas ela disse, em depoimento, que isso ocorreu porque fugiu para um galpão. Contudo, segundo o delegado Caliari, os pais da menor suspeitaram desde o começo que as agressões tinham partido dos investigados e contado com a participação da filha.

 

Na delegacia de Taquara, a menor acabou confessando a participação no crime, alegando que sofria ameaças dos pais, que não permitiam o seu namoro. A Polícia Civil ainda pretende tomar o depoimento do irmão da garota, que segue internado no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) de Canoas e teve a perna esquerda amputada em decorrência das agressões. A mãe da menor teve alta neste domingo. O pai dela foi atendido e teve alta na própria quinta-feira. A delegada Elisângela ressaltou o trabalho da Polícia Civil, que conseguiu esclarecer rapidamente o crime, prendendo todos os acusados ainda antes do meio-dia da quinta-feira. Os nomes dos familiares não são divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

No Jornal Panorama de sexta-feira, a cobertura completa do caso. 

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