Tadeu João da Silva Stringari, 60 anos, é natural de Caxias do Sul. Casado com Vera Falavign Stringari, tem duas filhas: Fernanda Falavign Stringari (30) e Karla Falavign Stringari (28). Formado em Medicina pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre), é diretor da clínica Univitta de Porto Alegre, plantonista, ginecologista e coordenador do setor de gineco-obstetrícia do Hospital Bom Jesus de Taquara
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Tenho formação em gineco-obstetrícia e mastologia, além de outras especialidades, como videolaparoscopia, e cursos de extensão. Fiz residência na Santa Casa e na PUC e minha primeira atuação foi como médico da viação férrea de Porto Alegre. Já fui diretor da área de ginecologia obstetrícia, chefe do serviço de obstetrícia e professor adjunto da PUC. Também atuei como diretor administrativo do antigo Hospital Lazzarotto, como diretor técnico da policlínica central Carlos Chagas e da Porto Alegre Clínicas, e fui ainda secretário de Saúde de Portão. Em 2005 me aposentei na faculdade, e já trabalhando no interior do Estado, recebi o convite da doutora Márcia Karpss para vir para Taquara. Sou apaixonado por tudo o que faço.
O que representa para você estar à frente do setor de obstetrícia do Hospital Bom Jesus de Taquara?
Tive o privilégio de participar do primeiro nascimento do Hospital Mãe de Deus, quando foi fundada a maternidade de Porto Alegre, e o mesmo privilégio tive aqui, no Hospital Bom Jesus. Me satisfaz essa oportunidade que me deram, de montar junto com outros colegas o serviço de obstetrícia em Taquara. Foi um mérito da Prefeitura, do corpo clínico e da comunidade reabrir o Hospital, com o comando do João Schmidt, do doutor Daniel Kollet e do Alexandre Jodelis dos Santos. A comunidade de Taquara deve acreditar na direção deste Hospital, que faz tudo e mais um pouco, junto com a Prefeitura, para um pólo médico-hospitalar de qualidade na cidade.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou apaixonado pela vida e recebi muito mais de Deus do que eu esperava. Sou exigente no trabalho e sempre estou buscando me doar naquilo que faço, tentando chegar à quase perfeição, pois a perfeição não existe.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
As poucas horas vagas são muito aproveitadas sempre junto com a família, de preferência atrás de uma churrasqueira. Por minha família ser quase toda da área médica, ela entende, sofre, mas está sempre ao meu lado. Não priorizamos a quantidade, mas a qualidade da presença. Sou parceiro da minha família e tenho o privilégio de ter um pai de 96 anos, uma mãe de 90 e uma “jararaca” sogra maravilhosa de 89 anos, todos muito saudáveis.
O que o tira do sério: mentiras, deslealdade e falta de pontualidade e compromisso.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos no estádio de futebol do Grêmio, inclusive ganhamos a partida naquele dia. Em resumo, o que mais admiro é o seu grande caráter. Ela é uma excelente mãe e uma brilhante médica.
O que mais o preocupou em ensinar à suas filhas?
Que fossem honestas, éticas, leais, sempre verdadeiras e livres. Sou literalmente apaixonado pelas duas, minha vida se resume toda para elas.
Cite uma lembrança marcante em sua vida: certamente o nascimento das minhas filhas e o sucesso da cirurgia a que foi submetida minha filha mais nova, no mês de maio.
Quais são seus planos para o futuro?
Sempre digo que o futuro, depois de uma certa idade, é o hoje. Pretendo ter saúde e viver feliz junto aos meus, à minha profissão.
Estilo musical: ainda o velho samba brasileiro.
Uma mania: ler jornais atrasados, quando chego em casa.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: que as pessoas olhem mais para dentro de si, buscando aqueles valores importantes que são: vida e amor. Agradeço o carinho e a qualidade desta entrevista, a qual me honrou muito por fazer o contato hospital-comunidade através do Panorama.


