Conte um pouco sobre a sua história: Sou a filha caçula de uma família humilde. Minha mãe sempre trabalhou em escola pública e meu pai é caminhoneiro. Aprendi que a única saída para quem deseja “ser alguém” é estudar e batalhar, como eles sempre fizeram. Da minha infância só recordo alegrias! Correr descalça pela vizinhança… A adolescência aconteceu em meio a inúmeras dificuldades, mas sempre fui fortalecida pelos conselhos e apoio dos meus pais e irmã mais velha. Sou noiva do Toninho, meu grande exemplo; ele me guiou dentro da profissão, cobrando postura e responsabilidade. Cresci profissionalmente e espiritualmente ao lado dele. Formamos uma família – nós e os cães Buddy, Lupita e Vitória!
Quais os principais desafios de um treinador? Atuando na área da saúde, acho imprescindível estar atento e questionar as “verdades absolutas”. O treinador precisa buscar atualização constante! Outro desafio é a didática para guiar o aprendiz – que compreende a transferência de conhecimento e também a disposição para o encorajamento na hora de segurar frustrações e apoiar nas dificuldades. A motivação é parte da caminhada em busca dos objetivos.
Fale um pouco sobre a experiência como fisiculturista: O fisiculturismo me oportunizou uma experiência de crescimento profissional. Fui minha cobaia! Sempre movida pelo desejo de ultrapassar os próprios limites. Não vejo o “ser atleta” como uma provação social. Experimentei o esporte pela paixão e engrandecimento que proporciona: ultrapassar a dor, as dificuldades, engolir o choro. Conheci meus pontos fortes e aprendi com os fracos, mas não sei se competiria novamente.
Comente sobre o blog recém lançado: Ah, o blog! Ele é um bebê em desenvolvimento! Um espaço organizado para expor as postagens que geralmente faço nas redes sociais; um diário que reúne informações e dicas sobre o que mais gosto de fazer: comer bem, treinar e meditar. Faço um convite para quem se interessar pelo assunto para que conheça o blog: comertreinarmeditar.com
Como vocês se define? Inquieta, dedicada e apaixonada (pela vida, pelo belo, pelo silêncio, pelo barulho…)Uma habilidade especial: Escrever. Escrevo sempre! Até nas paredes.
O que gosta de fazer no tempo livre? Dormir! Não, brincadeira! Quem conhece minha rotina sabe que tempo livre não se vê muito por aqui. Estudo e trabalho muito e, quando tenho um tempinho, ainda pego livros para ler. Mas tenho paixão por gastronomia. Gosto de ir a restaurantes diferentes, apreciar um bom prato, preferencialmente, acompanhado por vinho.
Um livro: Foco, de Daniel Goleman. O que gosta de ouvir? Música boa me encanta, independente do estilo musical. Mas prefiro Hip Hop e rock das antigas, folk e indie.
Quem você tem como exemplo? Meus pais, Roque e Cirlene. São pessoas únicas! Cheias de ensinamentos. Família é o maior tesouro.
O que lhe tira do sério? O que me tira do sério é o “coitadismo”. Pessoas que estão sempre querendo chamar a atenção para o buraco em que se encontram. Sugam a energia das outras pessoas, chamam a atenção para dores que nem existem e fazem tempestade em copo d’Água. Ninguém é incapaz! Ninguém é digno de ‘pena’. Todo mundo pode ser pleno e intenso naquilo que se dedica a fazer. Reclamações não levam a lugar algum. Eu não posso com pessoas que estão sempre se ‘fazendo de coitadas’… Quem me conhece sabe que dou um safanão verbal em pessoas com essa conduta.
Deixe uma mensagem para os leitores do Panorama: “Se o que dizem de você é verdade, relaxe, é verdade. Se o que dizem de você é mentira, relaxe, é mentira.” Esse é um ditado tibetano que gosto!E, como dizia Vinicius de Moraes: “É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe”.


