Como foi seu início na docência. Por que escolheu esse caminho? Sempre fui apaixonada pela educação, o que logo me levou a cursar o magistério. Ir para o curso superior foi uma escolha natural e depois comecei a atuar como professora, aqui em Taquara. Sou servidora no município há 12 anos, sendo que trabalhei por cinco na escola de educação infantil Harda Müller e depois recebi o convite para atuar na Calisto. Aqui comecei pela supervisão e em pouco tempo fui convidada a assumir a direção.
O trabalho da Calisto é reconhecido na comunidade local e algumas de suas iniciativas já foram capa do Panorama. Como é para você estar à frente da instituição? Sou uma apaixonada pela escola. A vejo como uma extensão da minha própria casa e por isso trato todos aqui como uma família. Estar na direção é conciliar o trabalho de educadora com o administrativo, o que é um desafio, mas acredito que não há sucesso sem trabalho em equipe. Fico muito feliz pelos resultados e reconhecimento que obtivemos, mas vejo isso com muita humildade. Para construir um bom trabalho se leva tempo, mas para se manter a qualidade o desafio é muito maior. É preciso trabalhar junto, planejar, ter organização, foco e desenvolver ações.
Como você se define? Sou emotiva, dedicada e teimosa, vou até o final quando quero algo.
O que gosta de ler? Leio bastante. Gosto muito de “A pedagogia do oprimido”, de Paulo Freire.
E no seu tempo livre, o que gosta de fazer? Dançar, ver filmes, dar boas risadas, estar entre amigos ou com a família.
Um lugar onde você gosta de estar: Minha casa, certamente. Porém tenho o sonho de viajar pela Europa.
Um sonho: Ser feliz, sempre, e ver a minha filha feliz, também. Farei tudo o possível para isso.
O que gosta de ouvir? Sou eclética. Gosto de MPB, tradicionalista, sertanejo universitário, pagode.
Do que você se orgulha? De ser uma pessoa batalhadora. Tudo o que construí foi com muita luta e trabalho.
Quem você tem como exemplo? Meus pais, pois me educaram e ensinaram os valores que levo na vida, como gratidão, humildade, amor e respeito aos outros.
O que lhe tira do sério? O comodismo, a injustiça, a falta de respeito.
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“É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, em um dado momento, a tua fala seja a tua prática” – Paulo Freire.


