Cultura e Lazer

Taquara dos anos 20: O primeiro relato

O material que serve de base para esta série que Panorama passa a apresentar foi feito por Kurt Laube, que

O material que serve de base para esta série que Panorama passa a apresentar foi feito por Kurt Laube, que trabalhou como correspondente para o jornal alemão Neue Deutsche Zeitung, entre os anos 1925 e 1937. Natural de Berlin, na Alemanha, onde atuou na Primeira Guerra Mundial como telegrafista, e depois como relojoeiro, Laube veio para o Brasil em 1920. Casou com Sibylla Miller, filha de imigrantes alemães. Em 1931, construiu o prédio que fica na rua Tristão Monteiro, esquina com a Júlio de Castilhos, conhecido como “Joalheria Laube”.  Condecorado como herói de guerra em 1936, no consulado Alemão de Porto Alegre, Kurt Laube faleceu em Taquara no ano de 1940.
A partir desta edição, Panorama publicará curiosidades e relatos escritos por Kurt Laube em suas correspondências, que foram reunidas em um livro, e traduzidas para o português por sua nora, Leci Marisa Arsand Laube.

O primeiro relato
No início do mês de junho, em 1925, os moradores de Taquara comemoravam com alegria a chegada da eletricidade, que, naquele tempo, só era ligada do anoitecer até a meia-noite. Porém a alegria durou pouco. Diante do alto valor cobrado pelo serviço administrado pela Intendência (administração pública), surgiram os primeiros protestos. De acordo com Kurt Laube, em sua correspondência, logo surgiram as primeiras reclamações sobre o preço cobrado pelo serviço. “Grande parte da população não pode sequer pensar em luz, porque o serviço é muito caro. O pequeno usuário nunca terá condições de pagar pela luz. A Intendência visa a cobrar muito por um serviço mal executado”, escreveu.

Leave a Reply