
Também conhecido como maruim, o mosquito-pólvora é uma espécie de inseto culicóide, transmissor de viroses, e sua proliferação vem preocupando alguns municípios do Rio Grande do Sul. Diferente do mosquito borrachudo, que tem um labro como uma tesoura, cortando o tecido onde o sangue se acumula para o inseto sugar, os maruins picam e sugam a pele.
Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), atualmente 13 municípios gaúchos, incluindo Taquara, registram infestação do inseto, que também pode causar a febre oropouche. Ainda não há casos da doença no Estado.
Muito comum em locais úmidos, como as folhas das bananeiras que ficam pelo chão, e também do tronco das plantas, a picada do mosquito-pólvora causa uma bolinha, semelhante a catapora, e manchas vermelhas na pele.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da febre oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya, como dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.
Devido ao risco de epidemia e da alta capacidade de mutação do vírus que provoca a doença, o diagnóstico clínico, epidemiológico e laboratorial deve ser notificado de forma imediata, já que, conforme o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico contra a doença.
As 13 cidades gaúchas que registraram a proliferação do mosquito-pólvora são:
– Arroio do Sal;
– Caraá;
– Dom Pedro de Alcântara;
– Itati;
– Maquiné;
– Morrinhos do Sul;
– Osório;
– Pelotas;
– Taquara;
– Terra de Areia;
– Torres;
– Três Forquilhas;
– Três Cachoeiras.


