
As prefeituras de Taquara e Parobé divulgaram, nesta semana, os kits de medicamentos que são entregues a pacientes em tratamento contra suspeitas da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Em Parobé, os kits foram montados conforme protocolos do Ministério da Saúde e estão sendo disponibilizados no Centro de Triagem por pessoas que são avaliadas pela equipe médica para o uso destes remédios. Em Taquara, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho publicou, no Facebook, que desde o início da pandemia a administração tem ministrado o kit de medicamentos aos pacientes suspeitos e para aqueles que com estes tiveram contato.
O kit de Taquara é composto por uma combinação de medicamentos, como Azitromicina, Ivermectina, Tamiflu, Paracetamol, Dipirona e Prednisona. Na rede social, o prefeito Tito foi questionado por uma seguidora sobre a falta da hidroxicloroquina, medicamento que vem sendo citado para tratamento da Covid-19 e é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. O prefeito respondeu que a equipe técnica ainda está avaliando a inclusão tanto da cloroquina como da hidroxicloroquina, “pois, segundo estes, infelizmente ainda não há consenso da classe médica sobre seu uso sem maiores testes”.
Já em Parobé, o kit é composto por Azitromicina, Paracetamol e Tamiflu. A secretária de Saúde de Parobé, Ana Elisa de Lima, afirma que a medida irá auxiliar quem está com suspeita de coronavírus. “No Hospital, tratamos de casos mais agravados com cuidados mais específicos para cada situação. Esse kit vai facilitar no tratamento e evitar que muitos casos se agravem, gerando complicações respiratórias e até óbitos”, afirmou.
Mesmo com a divulgação dos medicamentos, as prefeituras dos dois municípios alertam para o risco da automedicação. As secretarias de saúde reforçam que todo e qualquer remédio deve ser utilizado somente com prescrição médica, avaliando o caso e os sintomas por um profissional habilitado de saúde.


