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Taquara inicia reestruturação na Saúde com foco na Estratégia Saúde da Família em 2025

Novo modelo atenderá o município por territórios específicos, com equipes multiprofissionais.
Loreni concedeu entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, projetando as ações da Saúde em 2025.
Foto: Vinicius Linden / Rádio Taquara

A Secretaria Municipal de Saúde de Taquara, liderada por Loreni Spirlandelli, anunciou mudanças significativas na organização da Atenção Primária à Saúde, que serão implementadas a partir de janeiro de 2025. Em entrevista ao programa Painel da Rádio Taquara, a secretária detalhou o plano de substituição do modelo tradicional de Unidades Básicas de Saúde (UBS) pela Estratégia Saúde da Família (ESF), priorizando o atendimento territorial e a prevenção.

O que muda com a Estratégia Saúde da Família

O novo modelo dividirá o município em territórios específicos, cada um atendido por equipes multiprofissionais, compostas por médicos de família, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Segundo Loreni, esse formato resgata o conceito do “médico da família”, que acompanha pacientes ao longo da vida, fortalecendo vínculos e garantindo maior adesão aos tratamentos. “A confiança no médico é essencial para o sucesso do cuidado. Essa proximidade permite um atendimento mais eficaz e personalizado”, afirmou.

Atualmente, apenas 30% da população de Taquara é atendida pelo modelo tradicional de UBS. Com a implementação da ESF, a cobertura será ampliada para 75%, graças à contratação de mais agentes comunitários.

Reestruturação e ampliação dos serviços

Entre as novidades, a unidade conhecida como Piazito será transformada em um espaço abrangente para atender famílias inteiras, incluindo o território central da cidade, que antes não contava com uma UBS definida. Os serviços de pediatria e gineco-obstetrícia serão realocados para o Complexo Municipal de Saúde, otimizando o atendimento especializado.

O processo seletivo para a contratação de aproximadamente 50 novos agentes comunitários está em andamento, com início previsto para o próximo ano. Atualmente, o município conta com 30 agentes, número considerado insuficiente para atender à demanda.

Reorganização do Complexo Municipal de Saúde

Outra mudança importante é a redefinição do funcionamento do Complexo Municipal de Saúde, que passará a operar com foco em atendimentos de demanda espontânea e casos pontuais. Casos de maior complexidade continuarão sendo encaminhados para o Hospital Bom Jesus, reforçando a separação entre atendimento básico e urgência/emergência.

Loreni destacou que a alteração no horário de funcionamento do Complexo, encerrando os atendimentos à meia-noite, resultou em economia significativa de recursos. “O custo anual de manter a equipe ativa durante a madrugada era de R$ 600 mil, um valor que agora será direcionado para qualificar outros serviços de saúde”, explicou.

Foco na prevenção e no controle social

A secretária enfatizou que o objetivo central da reformulação é fortalecer a prevenção e melhorar a qualidade de vida da população. “É melhor prevenir do que remediar. Queremos evitar o adoecimento e reduzir complicações das doenças crônicas”, afirmou.

Além disso, a Prefeitura planeja criar conselhos de saúde regionalizados, estimulando a participação da comunidade nas decisões relacionadas aos serviços de saúde. “Queremos dar voz à população de maneira construtiva, fortalecendo o controle social e o vínculo entre equipes de saúde e cidadãos”, concluiu Loreni.