
A nova administração de Taquara anunciou, nesta quarta-feira (6), que deverá abrir até o final do mês de janeiro um edital para a contratação de professores. A medida diverge do formato adotado pelo governo anterior de Taquara, que não publicava os editais de contratação, e fazia seleções próprias, via Secretaria de Educação. Muitos profissionais criticavam o método adotado até então, por não ter a transparência garantida por meio dos editais, e a então candidata a prefeita Sirlei Silveira (PSB) anunciou, ainda durante a campanha eleitoral, que faria a contratação via editais públicos.
Na Câmara de Vereadores, sempre que a prefeitura enviava projetos de lei prevendo a contratação emergencial de professores, o então vereador e ex-candidato a prefeito, Luis Felipe Luz Lehnen (PSDB), apresentava emendas aos projetos propondo a realização de processo seletivo simplificado para os contratos. Contudo, a base de apoio do ex-prefeito Tito Lívio Jaeger Filho (PTB) sempre derrubou as emendas propostas por Lehnen nos últimos quatro anos.

A nova secretária de Educação de Taquara, Carla Silveira, realizou, na segunda-feira (4), a primeira reunião com a equipe da pasta. Na terça-feira (5), a prefeita esteve na secretaria participando do planejamento, conversando com os técnicos, professores e coordenadores e apresentando o Plano de Governo. A secretária falou sobre o planejamento e as primeiras ações na área educacional, mencionando a questão das contratações. “Enquanto primeiras ações destacamos a contratação de professores por nível de edital, que é uma inovação em Taquara para a educação. Nunca foram contratados professores por meio de seleção pública”, revela Carla.

Ano letivo
Referente ao calendário do ano letivo, impactado por conta da pandemia, a secretaria salientou que as definições estão sendo estudadas juntamente com a Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara). “Estamos aguardando as reuniões da Ampara, porque se define coletivamente como se dará este processo na região em relação ao ensino remoto e se vai ficar somente neste modelo de ensino”, ressaltou Carla.
A nova gestora disse que a ideia dos técnicos da pasta é fazer uma educação através do modelo de ensino híbrido, mesclando a questão do presencial, com menos alunos, dentro de uma redução de 50%, adequando uma parte remota. “Esta é uma decisão coletiva com os demais municípios da região, por isso estamos averiguando. Precisamos, também, do amparo do COE, que é o Comitê de Operações Especiais, que avalia como está a questão da pandemia no município. Além disso, temos que avaliar como estão os planos de contingência em cada escola para o recebimento dos alunos”, explicou a secretária.
A perspectiva, segundo ela, é de que as aulas iniciem em fevereiro. “Temos muita vontade de fazer o ensino híbrido, de poder vincular o uso da tecnologia, de fazer formação com os professores, mas é um planejamento que precisamos amadurecer. Daqui uns 15 dias teremos respostas mais concretas, pois já teremos participado da reunião com a Ampara que, provavelmente, definirá a nível de Vale do Paranhana como poderemos construir esse retorno juntos”, revelou Carla.


